A capital paulista no campo político se tornou algo muito precioso. No ano eleitoral de 2012 ela vai ganhando abrangência presidencial. Isso tudo ainda neste ano que precede as eleições. Além de ser a maior prefeitura do país ela está dentro do maior colégio eleitoral também. Ainda assim existem outros valores nela para tal importância. Pode ser a chance de tirar o PSDB dos Bandeirantes. Ou a chance de criar um novo grupo político. Já que os quercistas estão órfãos e os malufistas desorientados.
Nesse momento até o PMDB cogita em disputar as eleições, segundo os comentários, precisaria do deputado Chaulita. O candidato ao Senado e vereador de São Paulo pode também lançar seu nome. Só não vai poder dizer que será o primeiro prefeito negro. O PSDB tem a velha opção Serra. Isso se ainda embarcarem nesse sonho. Enquanto no PT, aqueles nomes que só se elegem em cargos majoritários pela confederação paulista.
O atual prefeito pelo visto conseguiu criar um novo partido e não conseguiu criar um reinado. Nem mencionou um sucessor. Kassab soube estar no lugar certo e na hora certa. Às vezes, me pergunto se conseguirá tal façanha. Como o atual cargo é importante, poderá sim sonhar em almejar um futuro promissor. Sem contar os comentários dos ex-presidentes (FHC e Lula) que farão parte deste contexto. No fundo alguém vai lutar por uma prefeitura e automaticamente se esquecer das demais prefeituras.
O Brasil cada vez mais começa a funcionar por anos eleitorais. Gostaria de circular entre as prefeituras simples do país. Ver o quanto de obras serão apresentadas. As capitais serão sim um palanque para os respectivos governos dos Estados. O interior talvez venha sustentar deputados que só aparecem em período eleitoral. Doravante, as políticas publicas continuarão reinando. É um tal de dar e viciar para que sempre a mesma pessoa precise receber. Ou seja, dá o peixe e ensina a pedir o peixe. No fundo se gasta mais dinheiro em propaganda pró-governo do que em dinheiro na educação e saúde da população.
Quando falo de uma bola de neve é como se um quadro eleitoral fosse criado a partir da capital paulista. Sem contar que podem surgir compromissos a serem levados a diante no cenário nacional pelas coligações. Por fim, o estado paulista está carente de um novo líder.
Os seus envelheceram e ainda não houve a renovação. Os partidos não conseguiram corresponder com tal perspectiva de futuro. Portanto, uma eleição dessa poderá ser sim o início de uma bola de neve de quem queira ter seu nome lembrado. Depreendo pensando que um líder não se faz. Ele nasce.