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Praça da Matriz tomada por barracas de ambulantes

Praça da Matriz tomada por barracas de ambulantes

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
02/05/2011 às 09h00 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Praça da Matriz tomada por barracas de ambulantes

O espaço, antes destinado às famílias santarenas, casais de namorados e artistas, ganhou aspectos que muito lembram os de uma feira livre, onde a única lei que vale é a dos trabalhadores autônomos, pessoas anônimas, que tiram do comércio informal sua única fonte de renda diária. E é justamente a presença desses vendedores que está incomodando os moradores vizinhos à praça e também os lojistas, que atribuem aos camelôs a culpa pela deformação daquele logradouro.

A praça está desconfigurada e com inúmeras situações irregulares, que as deixa fora de seus padrões arquitetônicos. Grande parte de seus arredores é ocupada por barracas, impedindo o acesso dos pedestres e prejudicando o uso daquele ambiente público pelos cidadãos santarenos. O emaranhado de fios que prendem as barracas acentua a gravidade do problema. 

Para transitar pela praça, as pessoas precisam ficar atentas para não tropeçar nas amarras presas ao piso da praça ou nos postes e árvores. Há vários relatos de pessoas que sofreram pequenos acidentes por causa da presença dessas 'armadilhas'. 

Nem o anfiteatro escapa à ação dos camelôs, que fazem uso irregular desse espaço transformando-o num imenso depósito de mercadorias ao ar livre. A preocupação maior está, no entanto, nas ligações clandestinas de energia elétrica obtida diretamente da rede de alta tensão. Os cabos improvisados ficam suspensos e oferecem riscos de acidentes, uma vez que o sistema é precário e não oferece segurança.

O uso das praças públicas por camelôs e ambulantes é uma prática comum na maioria das cidades brasileiras, porém, em boa parte desses logradouros, depois do fim do expediente normal, os trabalhadores desarmam suas barracas, desobstruindo o espaço para o uso das pessoas. Na praça da Matriz essa prática foge à regra, uma vez que nem todos os vendedores desmontam seus 'pontos', deixando-os fixos e causando ainda mais transtornos à população.

Os comerciantes e lojistas reclamam da falta de fiscalização por parte da Prefeitura, que não observa as irregularidades cometidas por esses trabalhadores autônomos. "Não queremos impedir ninguém de trabalhar, mas da forma que a praça está sendo degradada, daqui há pouco tempo, nem aqui eles vão poder ficar, pois o local está sendo destruído. Além disso, a praça é de uso público e não privativo à uma única classe", disse Antonio Farias, comerciante.
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