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Altamira e Santarém lideram casos de dengue no Pará

Altamira e Santarém lideram casos de dengue no Pará

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
05/05/2011 às 13h21 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16


A Coordenação Estadual de Controle da Dengue informa ainda que o monitoramento continua sendo intensificado nos 77 municípios prioritários, que já receberam visita de técnicos da área de Vigilância à Saúde da Sespa e do Grupo de Mobilização Social, no intuito de envolver gestores, trabalhadores, organizações não governamentais e demais segmentos no combate à dengue. As principais ações são a notificação imediata de todos os casos suspeitos de dengue e o combate aos focos de mosquito Aedes aegypti nos locais das notificações, evitando o surgimento de novos casos.

A Sespa recomenda que a população deve continuar vigilante, assim como os profissionais nas unidades de saúde, pois ainda não acabou o período de sazonalidade da dengue, quando aumenta o risco de contrair a doença.

Tipo 4

Além disso, já foram confirmados 11 casos de dengue tipo 4 (DENV4) no Pará, sendo 10 em Belém e um em Ananindeua, o que requer vigilância dobrada em função do risco de epidemia, já que a maioria das pessoas ainda não entrou em contato com esse sorotipo da doença. A Coordenação Estadual de Controle da Dengue afirma que não houve epidemia causada pelo sorotipo 4 por causa das ações imediatas desenvolvidas pelas Secretarias Municipais de Saúde.

Os 10 casos de dengue tipo 4 em Belém ocorreram nos bairros de Maracacuera, Águas Negras, Tenoné, Pratinha, Cabanagem, Marambaia, Marco, Canudos e Condor. Em Ananindeua, o caso foi registrado no bairro do Coqueiro. Todos os casos foram tratados a tempo e não apresentaram manifestações hemorrágicas.

Para minimizar o impacto da circulação do novo vírus, as Vigilâncias Epidemiológicas de Belém e Ananindeua realizaram as seguintes ações: investigação de campo para avaliação do caso e determinação da amplitude da circulação viral, investigação para identificar onde os pacientes infectados e intensificação do combate ao mosquito adulto e às larvas, por meio de controle biológico e químico. Também há orientação quanto à criação dos comitês municipais de combate à dengue, e a gestores de escolas, técnicos e funcionários da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), visando a formação de multiplicadores para ações preventivas.

A Unidade Sentinela, que funciona no Hospital Abelardo Santos, encaminhou, até o momento, 97 amostras para análise ao Laboratório Central do Estado (Lacen), das quais 31% tiveram resultado positivo para dengue e foram encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas (IEC) para identificação do vírus circulante. A finalidade desse trabalho é apenas identificar os sorotipos existentes na cidade.

Seguindo diretriz do Ministério da Saúde, a Sespa continua a vigilância sobre os casos graves e óbitos suspeitos de dengue, exigindo que os municípios informem em 24 horas à Coordenação Estadual de Controle da Dengue a ocorrência de casos graves ou suspeita de óbito pela doença. O objetivo é fazer o bloqueio vetorial na área e evitar que mais pessoas adoeçam. Até hoje foram internados 210 pacientes suspeitos de dengue com complicação, dos quais cinco continuam sob avaliação médica e os demais tiveram alta por cura.

Mozart Lira - Ascom Sespa
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