Podemos dizer que o ser humano atual possui algumas certezas e incertezas também. E se tratando no quesito de hábitos, seja qual for, por exemplo, dificilmente trocamos o local onde costumamos fazer nossos lanches, ou ainda mudar nosso pedido de costume. Conforme a idade, os hábitos rotineiros vão tomando forças no dia-a-dia. Repito aqui um exemplo já mencionado em outro artigo, do garoto que vem do campo para o meio urbano, que entre o medo e a vergonha seus olhos descobrem um novo mundo. Com o tempo esse garoto morando na cidade irá mudar seus hábitos, como comunicar-se, vestir-se, de pensar e de viver.
Doravante, o que coloco é que somos convencionados a pouco mudar. Às vezes mudamos quando forçado, o exemplo do garoto, porém, sem a necessidade vamos caindo no marasmo. Dessa forma, será que falta ao ser humano contemporâneo mais ousadia? Coragem? Ou nossa natureza é mesmo acomodada? Todas essas perguntas têm o objetivo de olharmos para a política. Sendo que conforme escrevo, religião é fé; futebol é paixão e política é consciência. Entretanto, votamos sempre nos mesmos candidatos. Nos políticos que visam o poder ou seus benefícios próprios. Diante de uma corrupção ficamos sentados assistindo pelos noticiários e depois revendo os mesmos atuando na política.
A herança de colônia perpetua em nosso contexto, pois, ainda somos uma colônia, e dessa vez é para a China. Embora que somos iludidos com a palavra de emergentes. Assim como somos iludidos com a Copa. Que ao ponto de vista turístico pode trazer investimentos. Contudo, não são os turistas que vão pagar os estádios. E sim nós que pagamos os impostos e vamos assistir a Copa pela televisão e ouvindo Galvão Bueno. Depois da Copa, os elegantes estádios vão deixar altos custos de manutenção e novamente nós vamos pagar por isso. Mas vivo o pão e circo do governo.
Por conseguinte, o ritmo da política brasileira vem de encontro com a comodidade dos cidadãos. Onde a realidade que os sindicatos e organizações que visam o prol dos trabalhadores, que deveriam olhar por aqueles que estão empregados, os mesmo órgãos só gastam forçam em discursos e luta por pagar as mensalidades. Coisas que acontecem apenas no Brasil, assim como os sócios devem pagar para assistir eventos. A cultura brasileira enfatiza nos seus direitos e acaba esquecendo de seus deveres. Sendo que, a luta pelos direitos aqui é algo novamente em seu próprio valor.
Depreendendo, que sempre estamos prontos para um novo passo. Nem que seja quando a economia vai mal. Pois só nos mexemos mesmos quando estamos sem dinheiro. A má economia derruba ditadores e regimes. E qual o problema? No que se trata de ignorarmos questões da ética e da moral, e só olhar os bens materiais. É preciso pensar nas próximas gerações, de uma vida melhor. Não somos obrigados a sobreviver nessa era. E nem obrigados a engolir a falta de objetividade da política brasileira. Temos direito e deveres de ter uma vida digna.
*É articulista do blog
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