Sábado, 07 de Novembro de 2026
27°C 38°C
Santarém, PA
Publicidade
Anúncio

O poder nos governistas

O poder nos governistas

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
08/06/2011 às 09h57 Atualizada em 08/06/2011 às 09h58
O poder nos governistas

Começo a perceber que é mais fácil o Corinthians ganhar uma Libertadores do que um político do governo ser punido. Faço o comentário sem a intenção de análise futebolística. Meu campo é a política. Sendo assim, a política brasileira caiu no marasmo de que tudo acaba em pizza. De que as coisas são assim mesmo. De que políticos são corruptos. O senso comum já nem se preocupa mais com o passado e lado obscuro dos políticos maléficos. O que temos hoje é uma descrença na ética e na moral. Tudo o que vale aqui é o poder. E por falar em política e poder não podemos esquecer-nos de Maquiavel, o republicano não democrático; o que compete ao político, segundo Maquiavel, é conquistar e manter o poder.

O nosso jeitinho brasileiro e a nossa cultura latino-americana nos fazem perceber que os amigos do poder são também amigos da lei. Por conseguinte, o caso Palocci já ficou na história. Embora o que realmente houve foram brigas internas entre o Partido dos Trabalhadores e o PMDB que quer uma fatia ainda maior do bolo. O PMDB tecnicamente obteve a tentativa de pressão sobre o ministro da casa civil, onde, a sua permanência o coloca mais debilitado politicamente. A imagem que Palocci vinha construindo no governo Dilma era de quem pouco distribuía o poder. Na vida política tudo possuiu uma intenção. Nada é de graça. Se colocaram Palocci nessa situação é que poderiam tirá-lo quando ele cedesse aos pedidos. Provavelmente acordos foram tratados e divisões negociadas. Daqui pra frente devemos encontrar outro cenário político.

As hipóteses de renúncia ou punição ao ministro da casa civil são talvez platônicas. Não desconsideradas embora que platônicas. A cadeira do ministro só estaria vaga se realmente o PMDB desejasse tal ministério. Ou deseja? Doravante a presidente Dilma manteve de certa forma em silêncio ou fragilizada com sua doença. Diferentemente de Lula, a presidente mostrou-se bem cautelosa. Que no momento em que escrevo este artigo não se cogita de demitir o ministro. A oposição tentou morder essa maçã e lhe pareceu que não tinha dentes, pois, nada foi tirado da maçã. Toda essa turbulência no governo não foi gerada pela oposição. É resultado de intrigas internas. A oposição não conseguiu nem ao menos gerar um desgaste no governo.

Depreendo dizendo que maçãs não são balas para serem derretidas. O poder traz amigos e gera inimigos, enquanto existe o poder. E nesse atual governo não é diferente. Sobretudo ao tratar de uma “presidente fraca”, que já mencionei em outro artigo nesse mesmo espaço. Aqui os “meios são determinados pelos fins que buscamos atingir”, como diria Maquiavel. Por fim, minha opinião é que vamos continuar vendo Palocci no cargo. Sendo que, a sua força será diferente. Uma tempestade ainda maior se aproxima. Porém, os raios não vão vir da oposição. A oposição será um espelho distante que refletirá os relâmpagos e sem saber o que está acontecendo. Mostrando o quanto o governo possui poder.



*É articulista do blog
[email protected]
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias