27/11/2007 às 13h33Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Cerca de 66 mil ovos de quelônios foram recolhidos em outubro nas praias de Oriximiná e Terra Santa, municípios do Oeste do Pará, onde a Mineração Rio do Norte (MRN) apóia as atividades do projeto Pé-de-Pincha, desenvolvido pela Universidade Federal da Amazônia (UFAM) em parceria com o Ibama, as comunidades ribeirinhas e as prefeituras das duas cidades.
Já em novembro, começou a eclosão de parte dos ovos recolhidos e depositados em berçários de areia, que reproduzem o ambiente original da praia. “Os ovos eclodem num local seguro, o que acarreta mais indivíduos sobreviventes”, explica o Assessor de Relações Comunitárias da MRN, José Haroldo de Paula. Depois de nascer, os filhotes são transferidos para tanques onde passam três meses para ganhar peso. Em março, têm início as solturas, que acontecem em nove comunidades de Oriximiná e sete de Terra Santa.
Desde 1999, quando o projeto foi criado até hoje, mais de meio milhão de quelônios, entre tartaruga, jabuti, tracajá, pitiú, calalumã e perema, já foram devolvidos aos rios da Amazônia. A idéia do projeto é promover as ações de forma participativa, envolvendo comunidades e instituições locais, sempre com a participação de voluntários. Para os filhos dos participantes do projeto, bolsas de estudo no valor de R$ 80,00 são distribuídas como forma de incentivo às crianças de 1ª a 4ª série, por meio de incentivo do projeto Jovem Cientista, do Fundo de Amparo à Pesquisa do Amazonas.
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