Por: Redação / Web Amazônia
22/01/2008 às 18h24 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O relatório Situação Mundial da Infância 2008, divulgado hoje (22) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostra uma redução na mortalidade infantil no Brasil.Segundo o documento, em 1990 a taxa entre crianças de até 1 ano de idade era de 46,9 mortes para cada mil.
Em 2006, este índice caiu para 24,9 – praticamente metade do patamar anterior. No mesmo período, a redução de mortalidade entre crianças até 5 anos de idade foi de cerca de 50%.
O relatório revela, no entanto, os números da exclusão no Brasil: as crianças pobres têm duas vezes mais chances de morrer do que as ricas. A taxa de mortalidade também é maior entre a população indígena (48,5 para cada mil nascidos vivos) e entre filhos de mães negras – 27,9 por mil, 37% acima do registrado entre filhos de mães brancas.
Por estados, os maiores índices estão em Alagoas, Maranhão, Pernambuco e Paraíba. A menor taxa de mortalidade é registrada em estados do Sul e Sudeste: Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.
O Unicef cita dados do Ministério da Saúde que indicam que nos últimos cinco anos caiu mais de 60% o número de crianças desnutridas com até 1 ano de idade. Restam, no país, 60 mil crianças abaixo do peso nessa faixa etária.
Na faixa até 2 anos, a redução foi de 72,4% – apenas 3,5% das crianças estão abaixo do peso, segundo o documento.No Nordeste, entretanto, o número é quatro vezes maior do que na Região Sul. O pior índice está em Alagoas, onde a desnutrição atinge 7% dos meninos e meninas com menos de 2 anos de idade.
O Distrito Federal tem o melhor resultado – apenas 0,7% das crianças são desnutridas nessa idade.Na área de educação, apenas 15,5% dos 11,26 milhões de meninos e meninas com menos de 3 anos freqüentam creches. O índice é melhor do que os 10,7% registrados em 2001.
Na faixa entre 4 e 6 anos de idade, 76% de um total de 9,39 milhões de crianças estão matriculados na pré-escola – acima dos 65,6% de 2001.Embora a redução da mortalidade materna faça parte do quinto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, o número cresceu 2,1% no Brasil entre 2000 e 2005, passando de 52,3 mulheres para 53,4 por 100 mil. O
maior aumento ocorreu no Centro-Oeste (39,3%), seguido do Nordeste (16,3%) e Sul (2,1%). No Sudeste houve queda de 15,6% na mortalidade materna, e no Norte, redução de 7,7%.
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