Por: Redação / Web Amazônia
24/07/2011 às 14h58 Atualizada em 24/07/2011 às 14h58
Em Redenção, também no sudeste, foram prestados cerca de 700 atendimentos em junho. A chefa do cartório eleitoral, Eliana Marins, revelou que é esperado o crescimento em agosto, porque no dia 11 de setembro termina o prazo para a regularização cadastral de quem pretende votar no plebiscito.
Belém, capital do Pará, fechou o mês de junho com 495 pedidos de transferências de títulos.
Separatistas - O deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA), um dos articuladores da Frente Pró-Carajás, confirma que a regularização cadastral dos eleitores é estimulada por causa das características populacionais das regiões sul e sudeste do Pará. Muitos migram para lá, mas não fazem a transferência do título, observa.
Queiroz cita uma taxa de crescimento da migração para a região de Carajás de aproximadamente 38% nos últimos anos. 'Em função dessa migração, tem centenas, milhares de cidadãos que não votam porque não transferem os títulos', diz.
Ele afirma que o estímulo à regularização é cívico: 'É bom para todo mundo. É o exercício da cidadania, que se dá também pelo voto. O próprio TRE faz isso. Pessoas que aqui residem e são de outras regiões poderão votar, exercitar seu voto. Temos estimulado as pessoas a buscarem os cartórios eleitorais'.
O prefeito de Pau D’Arco, Luciano Guedes, também da Frente Pró-Carajás, reforça que o serviço itinerante do TRE para emissão de títulos em áreas onde o acesso aos serviços públicos é difícil já demonstra que essa é uma preocupação do órgão.
Para Sérgio Pimentel, assessor especial da Prefeitura de Belém e integrante de uma das frentes contra a divisão, as transferências não influenciarão no resultado do plebiscito porque não devem atingir número expressivo.
Além disso, ele acredita que esse é um instrumento válido apenas nas eleições municipais, quando um candidato se elege com poucos votos. O custo com o transporte de eleitores acaba compensando. 'Preocupam mais as condições dos separatistas desenvolverem teses fantasiosas e fazerem panfletagem', diz ele.