Por: Redação / Web Amazônia
24/08/2011 às 11h36 Atualizada em 24/08/2011 às 11h36
Com certeza, o Pará nunca mais será o mesmo. Seja qual for o resultado o Pará vai estar dividido. Melhor será se a divisão decorrer do SIM, pelo menos cada porção seguirá seu rumo, terá a chance de fazer a sua história, nas quais os governantes possam tomar decisões mais sintonizadas com as pessoas que se encontram mais próximas.
Se o resultado for o não, aumentará o sentimento de superioridade que muitos belenenses demonstra ter com relação ao povo do interior, mocorongos,como eles costumam identificar aos demais.
Ficará mais nítido o comportamento de colonizador que foi incorporado por essa parte da população que vê o “interiorano” com desprezo, preconceito e desdém.
Por essas e outras questões, o Pará não será mais o mesmo.
De minha parte, espero que o Pará fique ainda melhor, com seus governantes podendo dar a assistência que sua população merece e necessita, na medida em que fiquem mais próximos a ela, da mesma forma que espero possa acontecer o mesmo com o Estado do Tapajós e Carajás.
Prefiro otimisticamente me inspirar nos fartos exemplos exitosos que a história nos apresenta, tanto no Brasil quanto em outras regiões do mundo.
Grandeza não é sinônimo de tamanho.
Há grandes pessoas com medidas modestas, há grandes países e até grandes municípios, bem menores que o Pará. Não justifica o receio de que a divisão enfraqueça, diminua. Pelo contrário, a divisão propicia crescimento.
A divisão das células tornou possível a cada um de nós ser o que somos. A divisão é o símbolo da solidariedade.
O seu contrário denota egoísmo.
Pelas razões expostas, reafirmo, o Pará não será mais o mesmo após o 11 de dezembro, assim como o mundo não foi mais o mesmo após o 11 de setembro. Mas, ao contrário daquela data, que gerou destruição e morte, agora há uma nova possibilidade: esperança e nascimento.
Somente o “SIM” carrega esta possibilidade.
*Professor doutor da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará)