Por: Marcos Santos
21/09/2011 às 15h03 Atualizada em 21/09/2011 às 15h03
Segundo Vera, a coleção funciona não só como uma coleção de espécies madeireiras, mas também como material de referência para estudos. "Todo trabalho científico é feito com material de coleções ou de coleta em campo que precisam ser registrados nesses bancos de dados", diz.
O uso de amostras de xilotecas proporciona ao pesquisador a certeza de que ele tem em mãos a espécie que se propôs a estudar. Se a madeira não estiver corretamente identificada, todo o resultado pode se tornar sem credibilidade ou mesmo ser invalidado, diz Vera.
A xiloteca do LPF têm dado suporte para pesquisas do próprio Laboratório, como estudos de descrição das características anatômicas das madeiras. Em 2010, informações de 157 espécies foram reunidas em um software que pode ser usado em ações de fiscalização contra o transporte ilegal de madeira. Este trabalho está disponível gratuitamente no site do Serviço Florestal Brasileiro.
Em outros estudos, por exemplo, com o objetivo de determinar os parâmetros de secagem e de resistência mecânica de madeiras, também pode ser usado, como referência, o material da xiloteca.
A coleção do LPF, chamada de Xiloteca Dr. Harry van der Slooten em homenagem ao fundador do Laboratório, conta ainda com mais de 4 mil lâminas de madeiras para as análises feitas por microscópio. O banco de madeiras do Laboratório começou a ser montado em 1977 e está cadastrado no Index Xylariorum, da Associação Internacional dos Anatomistas de Madeira (IAWA, em inglês), que faz o registro das xilotecas do mundo. O Brasil tem 16 coleções reconhecidas pela IAWA. A do LPF está entre as que têm maior diversidade de material.
Divisão de Comunicação do Serviço Florestal Brasileiro