Nova leva de quelônios é devolvida ao seu habitat pela Projeto Pé de Pincha
Nova leva de quelônios é devolvida ao seu habitat pela Projeto Pé de Pincha
Por: Redação / Web Amazônia
13/03/2007 às 21h50Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Comunidade de Santo Antônio realiza a soltura de 450 quelônios no lago Cachoeri
O Projeto Pé de Pincha conseguiu mais uma vitória: 450 novos filhotes de tracajá foram devolvidos ao lago Cachoeri, na comunidade de Santo Antônio, município de Oriximiná, no último dia 08. Desenvolvido em parceria entre a Mineração Rio do Norte (MRN), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e sete municípios, o projeto conta ativamente com a participação de voluntários de 88 comunidades ribeirinhas. "Com ações como essa, os voluntários demonstram que gostam da sua terra e estão conscientes de que esse é o caminho para preservar o meio-ambiente", afirma José Haroldo de Paula, assessor de relações comunitárias da MRN.
Para participarem do projeto, os voluntários recebem treinamento de como manejar os ovos e criar os filhotes de quelônios, ajudando na preservação das espécies ameaçadas de extinção. Desde a captura dos ovos até a soltura dos filhotes, o processo leva cerca de seis meses. A pesquisadora da Ufam, Sandra Helena Azevedo, explica que com o manejo dos quelônios, a taxa de sobrevivência é maior. Além de Oriximiná, o Pé de Pincha está presente também nos municípios de Barreirinha, Boa Vista de Ramos, Parintins e Nhamundá, no estado do Amazonas, e em terra Terra Santa e Juruti, no Pará.
O projeto trabalha também com ações focadas na educação e sensibilização das comunidades para a conservação do meio ambiente. Há dois anos como voluntário, o professor Edcarlos de Souza Azevedo e sua família foram os responsáveis por cuidar dessa leva de tracajás. "Não estamos pensando no hoje, em nós adultos, mas sim nas crianças. Esperamos que elas tenham a oportunidade de ver a floresta como era anos atrás", diz Azevedo.
De acordo com o chefe de escritório do Ibama de Oriximiná, Edivaldo Pereira de Sousa, o trabalho, que teve início em 1999, começa a dar resultados. "A consciência está crescendo. O povo, as entidades, o governo e a mídia estão entendendo que é preciso fazer um trabalho conjunto em defesa da vida", afirma Souza, que vislumbra alcançar números extremamente significativos de filhotes de quelônios, multiplicando a ação em outras comunidades da região amazônica.
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