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Aprovada a formação do Conselho Juruti Sustentável

Aprovada a formação do Conselho Juruti Sustentável

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
15/02/2008 às 17h18 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Foram escolhidos 15 conselheiros para consolidar o novo grupo de consulta e orientação para o desenvolvimento do município. Uma platéia formada por produtores rurais, pescadores, empresários, operários, professores, membros da Prefeitura e da Câmara de Vereadores, além de órgãos públicos e ONGs, aplaudiu a formação oficial do Conselho Juruti Sustentável, em caráter provisório, na tarde desta quinta-feira 14, durante a II Oficina de Integração. Três empresas, três membros do poder público e nove representantes de movimentos sociais de Juruti dão forma à nova instituição. No total, mais de 100 participantes em dois dias de evento confirmaram as instituições titulares e suplentes que constituirão o conselho nos próximos seis meses em que o modelo será testado e consolidado. A proposta do Conselho está sendo estudada desde Setembro de 2007, quando foi realizada a primeira edição da Oficina e foi criado um Grupo de Trabalho para aprimorar a proposta.

A criação da nova instituição em Juruti é considerada, por muitos, um novo exemplo a ser seguido em outros municípios. O Conselho será um órgão consultivo e observador do conjunto de atividades promovidas, seja por empresas ou poder público, para o desenvolvimento sustentável de Juruti – incluindo o próprio empreendimento de mineração de bauxita da Alcoa, além dos Programas de Controle Ambiental (PCAs) e a Agenda Positiva desenvolvidos pela Companhia.

“O Conselho é a garantia de diálogo permanente. A busca por representatividade, principalmente da sociedade, foi alcançada”, declarou o prefeito Henrique Costa. “Estamos nos sentindo mais apoiados, o diálogo está sensível com a Alcoa e fica claro que o projeto é parte do município e não o município parte do projeto”. Uma nova jurisprudência em termos de diálogo social foi o principal argumento defendido por Mauricio Macedo, gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa. Sessenta por cento do Conselho é formado por movimentos sociais do próprio município (veja lista completa abaixo).

“Demos mais um passo para um novo modelo, para mostrar que Juruti não quer ser um município minerador, mas também uma cidade com suas próprias habilidades sociais e econômicas”.

Modelo pioneiro - O Conselho Provisório Juruti Sustentável é formado por 15 conselheiros e 15 suplentes, dentro de formato tripartite dividido entre poder público, empresas e sociedade civil. Sua função é consultiva. A proposta foi apresentada, nos últimos quatro meses, para várias comunidades e instituições de Juruti, como forma de democratizar e reunir o máximo de contribuições de todas as partes interessadas.

Para respaldar as discussões no Conselho, serão criadas oito Câmaras Técnicas nas áreas de Saúde; Educação; Meio Ambiente; Segurança; Infra-estrutura e Saneamento; Cultura e Turismo; Desenvolvimento Rural; e Economia e Trabalho. São elas que vão captar e debater demandas sociais para subsidiar o Conselho. Uma vez criado o grupo definitivo, cada mandato do Conselho Juruti Sustentável terá duração de um ano.

Reconstrução - “A palavra ‘diálogo’ resume bem o que estamos fazendo junto com as empresas e a sociedade civil”, declarou Antônio João Campos, Secretário de Governo municipal. “Estamos construindo, ou melhor, estamos reconstruindo Juruti a partir da implantação do projeto da Alcoa. Estamos buscando uma cidade mais gostosa de viver a partir de um desejo comum pelo desenvolvimento sustentável. A forma como vai se dar esse objetivo é que estamos buscando juntos”.

Voz na sociedade - A Colônia de Pescadores Z-42 assumiu uma das vagas de suplente no Conselho Provisório. O secretário do órgão, Lucimir Pereira, resume que o encontrou foi palco para “ouvir e ser ouvido. O diálogo é o caminho para tudo. Isolar é pior. Quanto mais diálogo, melhor”.

O clima de entrosamento foi dividido também pela recém-empossada presidente da Associação das Mulheres Trabalhadoras de Juruti, Gracieide Lira – elas têm lugar reservado como titulares no Conselho. “Gostei da experiência. Estamos unidas para fazer um trabalho para a população de Juruti e não para as entidades”. A associação reúne trabalhadoras de vários setores da economia, da agricultura ao comércio. Outro sindicalista, Reginaldo Melo, representou no evento os oito mil agricultores filiados ao Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Juruti, o STTR, que ganhou cadeira titular entre os movimentos sociais no Conselho.

“Temos confiança total na nossa força de vontade. Nossa expectativa é de que esse Conselho tenha a responsabilidade de discutir ações de desenvolvimento. Estamos atentos e vamos participar ativamente propondo e discutindo, a partir de agora”. Para Ubiratan Pina, coordenador municipal da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará), a agricultura em Juruti passa a ter um espaço ampliado de discussão. “A agricultura familiar vai ser reforçada dentro de um mercado local que já existe e que absorve tudo o que se produz. Foi muito importante a Alcoa ter puxado essa discussão”.

Primeiro passo - “Durante os últimos meses debatemos, discutimos. Quero que as pessoas saibam que estamos trabalhando pelo Conselho mais acertado, que mais represente a sociedade. Novas dificuldades vão aparecer, mas queremos que as pessoas falem. Sinto que a transparência está acontecendo, as entidades estão aparecendo e com vontade de participar”, resume João Moraes, do Conselho Tutelar de Juruti.

“Por isso, não existe mais clima para o isolamento. Julgo que 95% das instituições estão no clima do diálogo. E a empresa começou a entender como dialogar. Estamos aprendendo juntos como um pode conversar com o outro”. José Maria Vieira Neto, presidente do Movimento 100% Juruti, disse na I Oficina de Integração que “sempre foi o que o Movimento quis. Fizemos manifestações, mas nunca fomos contra o empreendimento de mineração. O processo deve ocorrer desta forma, abrangendo todas as áreas, mas principalmente o meio ambiente, e promovendo a manutenção das comunidades. Essa interação está de fato ocorrendo. É uma vitória de todos”.

Indicadores para o futuro próximo - No encerramento do evento, o Mauricio Macedo, da Alcoa, destacou que futuramente o Conselho Juruti Sustentável vai ter uma ferramenta pioneira nas mãos: os indicadores de sustentabilidade do município, que estão em desenvolvimento pela Fundação Getúlio Vargas, parceira institucional da Alcoa. A metodologia vem sendo construída com base em experiências reconhecidas em nível nacional e internacional, mas especificamente voltada à realidade de Juruti.

O trabalho começou a partir de uma oficina realizada com a participação da comunidade, que sinalizou sugestões do que pode ser considerado como parâmetro de planejamento e desenvolvimento local. “É importante medir a qualidade de vida, considerando a presença da empresa entre tantos outros atores sociais. Só vamos saber das influências da nossa presença no município medindo cenários. Tudo o que queremos é que o crescimento não pare depois de inaugurarmos a obra. Estamos fazendo um projeto de desenvolvimento e não exclusivamente de mineração”, comenta Mauricio.

Mauricio argumenta a necessidade de um novo modelo de gestão: “Classifico as ações em curto prazo, que é a implantação da Mina, e em longo prazo, que é o futuro da região de Juruti e seus atores. A Alcoa não quer que seja criada uma dependência em torno do empreendimento. Pelo contrário, é preciso criar uma interdependência para que o empreendimento participe da vida do município e a própria comunidade conquiste e construa suas condições de sustentabilidade”.

Sobre a Alcoa - Há 42 anos no Brasil, a Alcoa Alumínio S.A. é subsidiária da Alcoa Inc., líder mundial na produção e transformação do alumínio, que atua nos mercados aeroespacial, automotivo, embalagens, construção, transportes comerciais e no mercado industrial.Além dos produtos e componentes de alumínio, que incluem laminados, extrudados, e forjados, a Alcoa também comercializa rodas, sistemas de fixação, fundidos de super ligas e de precisão, estruturas e sistemas para construções.

A Companhia possui 116 mil funcionários em 44 países e integra pela sexta vez o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. A Alcoa foi eleita pela quarta vez consecutiva uma das empresas mais sustentáveis do mundo no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça e é uma das fundadoras da Parceria Americana pela Ação Climática (United States Climate Action Partnership - USCAP), uma associação composta por importantes companhias e ONGs ambientais norte-americanas que lutam pela redução significativa das emissões de gases causadores do efeito estufa.

Na América Latina e Caribe, a Alcoa conta com mais de sete mil funcionários e opera em seis estados brasileiros – Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina – incluindo uma nova mina de bauxita, que está sendo instalada em Juruti (PA). Possui operações também na Argentina, Chile, Colômbia, Jamaica, Peru, Suriname, Trinidad & Tobago e Venezuela. Além das usinas de Barra Grande e Machadinho, a Alcoa tem participação nos consórcios das hidrelétricas em construção de Estreito, na divisa do Tocantins e Maranhão; e Serra do Facão, entre os estados de Goiás e Minas Gerais.

A Alcoa está entre as “empresas mais admiradas do Brasil” em 2007, segundo pesquisa publicada pela revista Carta Capital e destaque no ranking das 500 Melhores Empresas da revista Dinheiro. Também foi reconhecida no Guia de Boa Cidadania Corporativa 2006, publicado pela revista Exame, nas áreas de Valores e Transparência e de Governo e Sociedade. Mais informações sobre a Alcoa podem ser encontradas no site www.alcoa.com.br.
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