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SANTARÉM-CUIABÁ

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Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
14/03/2007 às 11h33 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
SANTARÉM-CUIABÁ

PRF vai implantar postos na BR-163

“O poder público vai se fazer presente de forma mais intensa na região Oeste, para combater, principalmente, os crimes ambientais e colaborar com o Programa de Desenvolvimento Sustentável na área”. Assim foi definido, pelo inspetor Carlos Soares, o projeto de Postos Avançados que a Polícia Rodoviária Federal (PRF), implantará ao longo da BR-163, que liga Cuiabá, Estado do Mato Grosso, a Santarém, no Pará. “Será uma ação integrada com Polícia Federal, Ministério da Saúde, Ibama e Receita Federal, onde não será feita apenas a fiscalização, mas também diversos trabalhos sociais”, explicou Soares.

A idéia é aproximar as instituições das comunidades mais carentes do Oeste do Estado, onde a presença do governo federal ainda é muito pequena. Para o inspetor, a ação “será uma verdadeira rede de suporte socioeconômico voltada para a ampliação da assistência médica e para o combate de problemas da região como violência, prostituição, desmatamento e tráfico de drogas”.

A implantação do projeto se dará paralelamente ao asfaltamento da rodovia, que tem previsão de início para ainda este ano. Serão quatro postos: um no Mato Grosso, localizado no município de Guarantã do Norte, e três no Pará - em Rurópolis, Novo Progresso e no Entroncamento da BR-163 com a 230, que fica a 30 quilômetros de Itaituba.

Soares explicou que a PRF realizará concurso público ainda este ano voltado para o projeto, e que “o efetivo da polícia será selecionado na própria região”. A idéia é disponibilizar para os postos 340 policiais e 40 viaturas. Atualmente, a PRF está presente em ponto localizado em Itaituba, com uma equipe pequena de onze homens.

O Governo Federal objetiva, ainda, se antecipar a questões sociais que podem ser geradas de acordo com o asfaltamento da rodovia. Segundo Soares, no passado, foram muitos os problemas decorrentes da abertura de estradas no Estado do Pará. O fluxo de veículos na área se dá mais intensamente porque a rodovia é um corredor de escoamento da produção de soja.

Kassya Fernandes/Diário do Pará
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