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Produção mineral do Pará cresce 14%

Produção mineral do Pará cresce 14%

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
28/02/2008 às 23h28 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Produção mineral do Pará cresce 14%
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM Amazônia), a indústria mineral paraense alcançou, em 2007, um valor de produção de US$ 8 bilhões – um crescimento de 14% em relação ao ano anterior, quando o Pará alcançou o valor de US$ 7 bilhões. Como nos demais anos, novamente o minério de ferro liderou o ranking, respondendo por 35,2% do valor produzido no Pará. Em seguida veio a alumina (17,6%), o alumínio (15,1%) e o cobre (11,3%).

Alberto Rogério da Silva, consultor do IBRAM Amazônia e responsável pelo levantamento, afirma que, no ritmo acelerado que o setor segue, nos próximos cinco anos, o valor de produção mineral irá triplicar e atingir os US$ 25,9 bilhões. A causa desse crescimento será a expansão de projetos já existentes ou ainda a implantação de novos empreendimentos, como a mina de bauxita que a Alcoa está implantando em Juruti.

O presidente do IBRAM, Paulo Camillo Penna, lembra que o levantamento geológico no Brasil foi realizado em apenas 30% do território nacional, portanto, ainda há muito para se descobrir no Pará e na Amazônia, região considerada por especialistas do setor como a última fronteira mineral do mundo.

"Não é exagero dizer que o Pará reserva grande perspectivas para o setor mineral", avalia o presidente, que faz questão de destacar que toda atividade do setor é hoje baseada no tripé do desenvolvimento econômico, social e ambiental. "A mineração leva em conta hoje os compromissos com o desenvolvimento sustentável e com a utilização de tecnologias que diminuam os impactos ambientais provocados pela atividade", opina.

Outro fator relevante registrado nos números da mineração em 2007 foi o grande volume de compras realizado pelo setor. Segundo dados do Programa de Desenvolvimento dos Fornecedores (PDF), da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), o montante foi de US$ 790 milhões, um avanço de 25% em relação a 2006.

As contratações do ano passado também foram destaque e geraram 65 mil postos de trabalho, dos quais cerca de 45 mil representaram contratação direta. Em 2007, a indústria da mineração, na maior parte do tempo, liderou o crescimento de emprego no Pará e, comparado com 2006, mostrou um avanço médio de 30%.

O modelo da indústria da mineração paraense é voltado para o mercado externo. De todas as exportações paraenses - que, em 2007, alcançaram US$ 7,9 bilhões - 81% do total são oriundos da indústria de base mineral (US$ 6,4 bilhões). Os dados são do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Fiepa. Os principais mercados consumidores foram: Ásia com 36,8%, União Européia (28,1%) e Alca (21,5%).

De acordo com o presidente do IBRAM, Paulo Camillo Penna, devido ao caráter voltado para o mercado externo, a exportação de minérios tem o importante papel de contribuir para o saldo positivo da balança comercial, especialmente agora que o país tenta se recuperar do déficit registrado em 2007. O Pará, inclusive, foi na contramão da balança comercial do país, e, graças à contribuição do setor mineral, terminou o ano como o segundo maior superávit estadual do Brasil, atrás apenas de Minas Gerais.

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