Sábado, 07 de Novembro de 2026
27°C 38°C
Santarém, PA
Publicidade
Anúncio

Operação Navalha na Carne prende grupo de extermínio

Operação Navalha na Carne prende grupo de extermínio

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
29/02/2008 às 07h45 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16

Agência Pará
A operação “Navalha na Carne”, deflagrada nesta quinta-feira (28), por 130 policiais civis e militares, e agentes do Ministério Público do Estado, resultou no cumprimento de 23 mandados de prisão decretados pela Justiça contra pessoas, entre cidadãos civis e policiais militares, acusadas de envolvimento em um grupo de extermínio responsável por diversos crimes, como cárcere privado, tráfico de drogas, concussão, homicídios, tráfico de armas, formação de bando ou quadrilha e roubo.

As prisões aconteceram na Região Metropolitana de Belém e em Redenção, sul do Pará. As prisões foram efetuadas a partir de denúncias realizadas pelo serviço Disque-Denúncia, fone 181, a partir do segundo semestre de 2007.

Os detalhes da operação foram divulgados em uma entrevista a jornalistas, na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública. Participaram da coletiva, o secretário de Estado de Segurança Pública, Geraldo Araújo; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luiz Ruffeil; o delegado-geral da Polícia Civil, Justiniano Alves Junior; e os promotores Gilberto Martins e Milton Menezes, do Ministéro Público. A Polícia Militar do Pará começou a receber as denúncias sobre a existência do grupo de extermínio que age na Região Metropolitana de Belém.

Segundo as denúncias, o grupo é formado por policiais militares e outras pessoas. A PM iniciou as investigações e, ao confirmar os fatos, repassou as informações à Polícia Civil para dar seguimento às investigações. Todos os procedimentos investigativos contaram com apoio da PM do Estado.

Desde então as provas materiais e testemunhais foram coletadas. A operação contou com respaldo do Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual, por meio do Grupo Especial de Prevenção e Repressão a Organizações Criminosas (Geproc), presidido pelo promotor de Justiça Gilberto Martins. Ao todo, foram expedidos pela Justiça 32 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão.

Investigações - As investigações mostram que, como em qualquer grupo de extermínio, a ação criminosa tem início com a eliminação de bandidos. Até o momento, as investigações apontam 23 homicídios na RMB. Investiga-se desde quando os crimes são praticados. Estima-se que, pelo menos, 50 mortes foram praticadas pelo grupo. “O grupo passou a eliminar pessoas conforme a conveniência de quem encomendava o serviço, violando de morte o Estado Democrático e de Direito, e o Sistema de Segurança Pública agindo em nome do Estado do Pará”, explicou o secretário de Segurança Pública.

Geraldo Araújo ressalta que “o Estado não terá receio de cortar a ‘própria carne’ e vir a expurgar de seus quadros os maus agentes públicos, submetendo-os à Justiça criminal”. Dos presos, 13 são policiais militares, que serão recolhidos em estabelecimento prisional apropriado, conforme ordena a lei.

Os demais serão encaminhados a cadeias do Sistema Penitenciário do Estado, permanecendo recolhidos à disposição do Poder Judiciário.

O procedimento investigatório corre em segredo de Justiça. Há ainda outros 3 PMs com mandados de prisão decretados. A investigação continua para identificar e responsabilizar criminalmente outros membros do grupo. O cabo PM Rosevam Moraes, que é lotado no 10° Batalhão da PM, de Icoaraci, é apontado como o líder do grupo. Segundo o promotor Gilberto, os PMs chegaram a usar em alguns dos crimes, viaturas e armas de trabalho.

Alguns homicídios ocorreram no horário de trabalho dos policiais. Para o comandante geral da PM, a prisão dos acusados foi positiva para a instituição policial, que está combatendo e punindo os maus policiais.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias