Por: Redação / Web Amazônia
17/03/2008 às 11h07 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A programação nacional da Semana Santa foi aberta no sábado passado pela governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), Altemir Gregolin, no Mercado do Ver-O-Peso, em Belém. Na solenidade, eles assinaram um termo de cooperação entre os governos estadual e federal para integrar ações do setor pesqueiro.
Na ocasião, foi lançado também o projeto "O Pará está pra peixe", uma série de ações, incluindo as Feiras do Peixe Vivo e do Peixe Popular, para garantir o abastecimento do pescado em pontos estratégicos do Estado, distribuídos em 14 cidades.
No evento, o Sindicato dos Peixeiros do Ver-O-Peso recebeu um caminhão-frigorífico zero quilômetro, com capacidade para transportar cinco toneladas de pescados. A Associação dos Balanceiros do Ver-O-Peso (Asbalan) também foi contemplada. A entidade recebeu duas balanças, que servirão para o controle do peixe vendido na maior feira livre da capital e região metropolitana.
A governadora declarou que a entrega dos equipamentos é um símbolo do que o governo atual tem feito para incentivar a potencializar o setor pesqueiro no Estado. Ana Júlia Carepa comentou que a criação da Secretaria de Estado de Pesca e Aqüicultura (Sepaq), em 2007, foi o passo definitivo para incrementar esta atividade econômica, cuja grande maioria da mão-de-obra, cerca de 80%, é de trabalhadores da pesca artesanal.
Só deste segmento são mais de 80 mil famílias vivendo do pescado no Estado, sem contar com os mais de cem mil empregos gerados com a indústria de beneficiamento das mais variadas espécies extraídas dos rios e da costa litorânea do Pará.O presidente do Sindicato dos Peixeiros, Roger Vasconcelos, agradeceu a cessão do equipamento e afirmou que se trata de uma reivindicação antiga da categoria.
Já Daniel de Matos, da Asbalan, agradeceu as baladas cedidas e elogiou as ações concretas para os que vivem da pesca no Estado, exaltando o diálogo com a Sepaq e a Seap, representadas na soloenidade, pela secretária Socorro Pena e o superintendente regional, Paulo Sérgio Souza.
A criação e o estímulo de centros de produções de alevinos foram citados pela chefe do Executivo estadual. Ela frisou que alguns municípios que há mais de 30 anos não recebiam nenhum incentivo para criar peixes em lagos artificiais. Hoje, segundo ela, já estão tendo a oportunidade de investir na criação de pescado.
"Em menos de um ano e três meses de governo estamos conseguindo ampliar a atividade e muitos que criavam bois estão optando pela aqüicultura", observou Ana Júlia Carepa, ressaltando os benefícios ambientais e econômicos da atividade, comparados à pecuária, muito mais agressiva ao meio ambiente. O ganho com a proteção ao meio ambiente é um dos reflexos do novo modelo de desenvolvimento proposto pela atual gestão estadual, que alia incremento da produção, com geração de renda e emprego, desenvolvimento sustentável e ganhos sociais a todos os paraenses.
Ana Júlia Carepa afirmou ainda que o Estado está investindo nos Parques Aqüicolas, centros que vão reunir conhecimento científico e prático para dar condições aos produtores paraenses cresceram, aprimorando as técnicas de captura, processamento e escoamento da produção de pesca. Ela destacou ainda o investimento de mais de R$ 1,6 milhão para 16 entidades de pescadores artesanais no Estado, que receberam equipamentos para melhorar a condição de trabalho nas colônias.
Outra ação estadual, junto com o governo federal que subsidia 25% do diesel, o Estado concedeu 12% de Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) desconto na bomba para a aquisição do óleo para os pescadores artesanais. Ana Júlia Carepa comentou ainda que o termo de cooperação entre governo estadual e federal vai possibilitar assistência técnica aos pescadores e produtores aqüícolas e estimular o consumo de pescado no Estado, incluindo o peixe e outros produtos na merenda escola da rede pública.
A parceria também vai permitir a implantação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Pesca e Aqüicultura, organismo que vai ajudar na organização do setor e na elaboração políticas para desenvolver a produção. "Nossa intenção é promover feiras de pescado, não apenas na Semana Santa, mas em outros períodos do ano. Não apenas na capital e região metropolitana, mas por todo o Estado", disse Ana Júlia Carepa.
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