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Pará estende feiras de pescado na Semana Santa para 14 cidades

Pará estende feiras de pescado na Semana Santa para 14 cidades

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
17/03/2008 às 11h10 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A secretária de Estado de Pesca e Aqüicultura, Socorro Pena, afirmou que o Pará avançou nos últimos 14 meses com a implantação de uma pasta específica para setor. É o primeiro Estado brasileiro a ter na sua estrutura organizacional uma secretaria do gênero e é o primeiro a estabelecer estáticas pesqueiras. Ela comentou ainda que até o momento já foram investidos mais de R$ 4 milhões para organizar e melhorar a produção paraense.

Em relação a programação da Semana Santa, a titular da Sepaq observa que as feiras para garantir o abastecimento da população no período de maior consumo serão espalhadas em 14 municípios, oito a mais do que ano passado. As medidas devem forçar o controle do preço do produto entre R$ 2 e R$ 3 o quilo, promovendo o acesso fácil e barato desse tipo de alimento para a população.

Socorro Pena também comentou que as medidas para abastecer o Estado passam também pela parceria com os supermercados e as indústrias pesqueiras, as quais disponibilizaram 220 toneladas de pescados e uma tonelada de camarão para o varejo na Semana Santa. A secretária disse ainda que a parceria com o Sindicato dos Peixeiros, a Associação dos Balanceiros, a prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Economia, o governo federal, e a sociedade são fundamentais para que não falte peixe no Estado no período de maior demanda do produto.

Uma das medidas preventivas, segundo ela, foi a ampliação do prazo de proibição da comercialização do pescado para outros Estados, decisão expressa em decreto pela governadora Ana Júlia Carepa.O ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), Altemir Gregolin, afirmou que a parceria com o governo estadual deve elevar o Pará a condição de pólo pesqueiro no País.

O Estado já é o maior produtor pesqueiro do Brasil, mas as políticas públicas integradas entre as duas esferas devem transformá-lo em uma referência do produto na distribuição desse tipo de alimento, assim a criação e indústria de beneficiamento de frango e suínos estão para os Estados do Sul e o Sudeste e a pecuária bovina está para as unidades da Federação estão para Centro-Oeste.
"O setor é extremamente importante para o Pará, sobretudo, em relação a amplitude social desta atividade, cuja maioria dos trabalhadores é de pescadores artesanais", declarou ele. Ele comenta que a bancada de deputados federais do Pará já garantiu R$ 28 milhões emendas parlamentares, sem contar com as emendas individuais. Ele comentou ainda que o governo federal vai investir em terras paraenses mais de R$ 30 milhões em infra-estrutura.

As ações devem se concentrar na construção de pólos de terminais pesqueiros em Jacundá, Bragança, Belém, Santarém e na implantação de lagos artificiais para cultivo do pescado, utilizando a área da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.Gregolin aposta no crescimento do consumo de peixe no País, uma vez que a economia vem crescendo e o Brasil apresenta uma conjuntura favorável, com crescimento de renda entre os trabalhadores assalariados e a redução do desemprego.

Para ele, o Pará deve se beneficiar dessa onda de otimismo, o que aumentará a demanda pelo produto e, conseqüentemente, o aumento da produção para atender a procura crescente para o mercado.

Confira os pontos de comercialização de pescado do projeto "O Pará está pra peixe"
Feiras do Peixe Popular
Quantidade: 250 toneladas de pescado
Espécies ofertadas (preço por quilo): camarão rosa a R$ 17; bagre a R$ 2; dourada a R$ 3; pescada branca a R$ 3; pescada gó a R$ 2; e piramutaba a R$ 2.
Municípios - Abaetetuba, Ananindeua, Acará, Belém, Bragança, Capanema, Cametá, Colares, Moju, Monte Alegre e Tucuruí.
Pontos de comercialização em Belém: Aldeia Amazônica, Ctbel, Entroncamento, Mangueirão, Icoaraci ( Paracuri, Praça da Matriz, Agulha e Tenoné), Estrada da Maracacuera (Outeiro), Tapanã, Pratinha, UFPA, Terra Firme, Sede do Maguary.
Pontos de comercialização em Ananindeua: Águas Brancas, Cidade Nova, Guanabara, Jaderlândia e Maguary.
Feiras do Peixe Vivo
Quantidade: 50 toneladas de pescado.Espécies ofertadas (preço por quilo): tilápia a R$ 5; Tambaqui a 5,50 (em Castanhal a R$ 6).

Municípios - Acará, Belém, Castanhal, Capitão Poço, Cametá, Santarém e Tucuruí.
Pontos de comercialização em Belém: Ceasa, Parque de Exposição, UFPA.
Pontos de comercialização nas outras cidades: nas principais feiras e mercados.
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