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ACES participa de Fórum Paraense de Competitividade

ACES participa de Fórum Paraense de Competitividade

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
17/03/2008 às 20h01 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES) tem assento permanente no Fórum Paraense de Competitividade, instalado no dia 12 deste mês pela governadora Ana Júlia Carepa. Na abertura dos trabalhos do fórum, em Belém, a ACES entregou á governadora um estudo apontando os principais entraves para o setor produtivo do oeste do Pará e apresentando soluções para aumentar a competitividade das empresas, gerando mais emprego e renda e proporcionando o desenvolvimento sustentável da região.

O estudo “Oeste do Pará, Entraves, Gargalos e Soluções. Caminhos Para uma Economia Sustentável e Competitiva” foi entregue pelo presidente da ACES, Olavo das Neves, que foi convidado pela governadora para a instalação do Fórum Paraense de Competitividade. O Fórum foi instituído por decreto da governadora em 19 de dezembro passado, é formado por 28 membros e vai se concentrar nas cadeias produtivas, para identificar o potencial para desenvolver produtos e incentivar a qualificação de mão-de-obra, a fim de aumentar a competitividade e a produtividade média da população.

O documento entregue pela ACES mostra que o oeste do Pará, que tem como município pólo Santarém, é uma região que historicamente sofre sérios problemas quanto ao oferecimento de infra-estrutura necessária para o desenvolvimento dos processos econômicos. “O oeste do Pará tem um potencial econômico incalculável. Além da produção de grãos, madeira, minérios, a região pode produzir frutas, verduras e um infinidades de outros produtos. Mas fazer esta produção chegar aos mercados consumidores é, atualmente, a grande questão do setor produtivo regional”, diz o documento.

A ACES mostra ao governo estadual que para desenvolver o oeste do Pará, é necessária uma ação integrada dos governos federal, estadual e municipais, visando solucionar os gargalos do setor produtivo. O estudo da associação aponta deficiências graves na área de agricultura, como a falta de incentivo à profissionalização à agricultura familiar. Outro desafio apontado é a falta de verticalização da produção, seja ela agrícola, florestal ou mineral. Outra deficiência é a falta de investimentos em ciência e tecnologia e na capacitação de empresas e pessoas.

Outra grande questão colocada pela Aces é o desenvolvimento sustentável. Para a entidade, o governo necessita promover ações que promovam a sustentabilidade, como a regularização fundiária e a paralisação da criação de reservas ambientais sem um planejamento sócio econômico. “É preciso que as reservas florestais tenham uma destinação econômica, tanto para o uso sustentável pelas empresas que necessitam de matéria-prima legalizada para manter milhares de empregos como pelos próprios moradores, em forma de associações e cooperativas”. Propôs o documento.

Investimentos – A governadora Ana Júlia anunciou grandes investimentos no Estado durante a instalação do Fórum. Na questão da infra-estrutura educacional e tecnológica, Ana Júlia Carepa destacou a construção, pelo governo do Estado, de três parques de ciência e tecnologia (Belém, Marabá e Santarém) e o programa NavegaPará, que, por meio de convênio com a rede de fibra ótica Metrobel e com a Eletronorte, vai levar internet de alta velocidade a dois milhões de pessoas em 15 municípios, até agosto próximo, e a 60 cidades até o final do ano.

Como parte das ações ligadas ao desenvolvimento, Ana Júlia Carepa assinou dois decretos: um que permite às pequenas e médias empresas venderem para o governo do Estado; e outro que cria uma comissão que elimine os impedimentos para que estas empresas sejam incluídas no programa de compras governamentais do Pará.

Além disso, a governadora assinou uma mensagem à Assembléia Legislativa, em que retira a Companhia de Desenvolvimento Industrial (CDI) da condição de "em liquidação" e garante a atuação da empresa como órgão de fomento por meio de distritos industriais. No ato da assinatura, Ana Júlia Carepa anunciou a construção do Distrito Industrial de Santarém, que terá recursos iniciais de R$ 3,6 milhões; a conclusão da segunda fase do Distrito Industrial de Marabá (R$ 7,2 milhões).

Segundo Ana Júlia, em infra-estrutura energética, somente nas ações preparatórias para a Construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte até 2010 deverão ser investidos R$ 2,2 bilhões. Para a construção da Linha de Transmissão Interligando Tucuruí a Macapá e Manaus, serão investidos R$ 2,26 bilhões e, para a linha de transmissão de Interligação Norte-Sul (que cortará os Estados do Pará e Tocantins) serão investidos R$ 458 milhões. Com as obras de saneamento e construção residencial, estes valores ganham mais cerca de R$ 3 bilhões, o que desenha um cenário privilegiado para o desenvolvimento do Pará nos próximos três anos.

Tito Martins, diretor-executivo de assuntos corporativos e energia da Vale, destacou os gargalos fundamentais para garantir o crescimento nas taxas projetadas: infra-estrutura e logística, energia e treinamento e capacitação de mão-de-obra. "Está claro que o Pará e o Brasil vão precisar de fontes alternativas de energia; só Belo Monte não vai resolver. Além disso, é um enorme desafio treinar e qualificar a mão-de-obra demandada para o Pará nos próximos três anos, como correspondência aos mais de R$ 20 bilhões de dólares programados para investimentos só no setor mineral".
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