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Alcoa reafirma disposição de comprar no Estado

Alcoa reafirma disposição de comprar no Estado

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
26/03/2007 às 11h38 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Alcoa reafirma disposição de comprar no Estado

A partir de agora, no mínimo a cada 60 dias, um grupo de trabalho composto por representantes da Alcoa e contratadas se reunirá com o empresariado da região Oeste do Pará para apresentar relatórios analíticos das aquisições para a mina de bauxita de Juruti, em fase de instalação. Esse foi o acordo firmado entre as Associações Comerciais e Empresarias de Santarém (ACES) e de Juruti (ACEJ) e a Alcoa. Várias reuniões estão sendo realizadas com diversos setores para buscar formas de aumentar a competitividade do empresariado local.

No mesmo clima de entendimento que a Alcoa vem se reunindo com o empresariado da região Oeste, a gerência da empresa esteve esta semana com a classe empresarial da Região Metropolitana de Belém na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) para apresentar o cronograma de execução da obra e seu estágio atual, os desafios e ricos do empreendimento, os investimentos, as compras e os pacotes, e a Agenda Positiva de obras em favor do município. “É importante fazermos essas apresentações para conquistarmos diariamente o direito de operar”, explica Tiniti Matsumoto Jr., gerente geral de Desenvolvimento da Mina de Juruti.

José Conrado, presidente da Fiepa, diz que essas reuniões da Alcoa são altamente positivas. Para ele, a Alcoa uma empresa paraense, pois está estabelecida no estado e aqui gera emprego e renda, portanto isso dá à entidade o direito de cobrar ou defendê-la. Ele disse que o caminho do entendimento é o diálogo e a transparência e se propôs a ajudar a empresa. Para completar, ele reforçou que o empresariado local quer a oportunidade de participar mais do empreendimento.

Em Santarém, também esta semana, um grupo de aproximadamente 30 pessoas da classe empresarial participou de uma reunião de trabalho com a Alcoa para sanar dúvidas e ouvir os esclarecimentos da Alcoa sobre os procedimentos para contratações e compras. As associações comerciais e empresarias de Santarém e Juruti entregaram à Alcoa uma carta com várias reivindicações e uma relação de empresas associadas que poderão ser consultados pela Companhia, contratadas e sub-contratadas antes das aquisições.

Tiniti Matsumoto Jr. estava acompanhado do gerente de Aquisição e Logística da Alcoa, Cláudio Vilaça; e do gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais, Mauricio Macedo; além do gerente de Projetos da Construções e Comércio Camargo Corrêa, Heitor Takaki, que disse que é desejo da construtora estar sintonizada com os anseios dos empresários da região.

“A presença da Camargo Corrêa foi muito importante por ser a construtora contratada pela Alcoa que movimenta o maior volume de compras nas obras da Mina de Juruti. Foi um momento ímpar para apresentarmos as situações que são desenhadas no Oeste paraense, sendo que algumas causaram mal-entendidos”, conta Olavo das Neves, presidente da ACES.

A gerência da Alcoa reafirmou a plena disposição e o interesse da Companhia em desenvolver ações concretas que priorizem e valorizem os fornecedores paraenses. De acordo com Cláudio Vilaça, por uma questão de logística é interessante para a própria Alcoa que as compras de produtos e as aquisições de serviços sejam feitas na própria região oeste.

Ainda segundo Vilaça, as associações comerciais solicitaram à Companhia que sejam destinados para os pacotes de caráter técnicos menores ou específicos uma pequena fração para empresas locais. Nessa fase de implantação, a maior necessidade é de pacotes que demandam tecnologia e que nem sempre uma empresa local tem como atender. Cláudio Vilaça assegura que, mesmo assim, caso a vencedora da licitação seja de outro estado, é orientada, sempre que possível e dentro dos padrões de qualificação da empresa, a subcontratação de produtos e serviços no Pará.

Para Olavo das Neves, não há problema em a Alcoa e suas contratadas fazerem suas aquisições em outros municípios paraenses, porém a classe empresarial do Oeste quer atenção especial uma vez que o empreendimento da Alcoa está sendo instalado na região.

Até este momento, a fase de implantação da mina de extração de bauxita em Juruti já rendeu às empresas fornecedoras do Estado R$ 145,3 milhões, dos quais cerca de R$ 17 milhões já foram encomendados especificamente a firmas estabelecidas no município de Juruti e R$ 40 milhões a outros fornecedores da região Oeste.

Tais compras foram efetuadas da seguinte forma: 22% de empresas de Belém, 32,7% de Ananindeua; 2,9% de Santarém; 0,1% de Óbidos; 0,1% de Tracuateua; 0,2% de Castanhal; 0,4% de Itaituba;1,6% de Barcarena; 3,3% de Altamira; 11,5% de Juruti; 12,5% de Monte Alegre; 12,6% de Oriximiná. O montante destinado à região oeste representa 43,3% do total de aquisições. Somando com as terras negociadas, o volume de compras chega a R$ 157,8 milhões.

No Estado do Pará já estão comprometidos R$ 145,3 milhões, sendo 36,8% (R$ 53,5 milhões) em compras de materiais; 31,5% (R$ 45,7 milhões) em serviços; 16,4% (R$ 23,9 milhões) em construção civil; 15,3% (R$ 22,2 milhões) em indiretos. Esse volume, comprometido junto a fornecedores paraenses, é possível graças à parceria com o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF) da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa).
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