Por: Redação / Web Amazônia
19/03/2008 às 22h02 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A Operação Arco de Fogo, que está sendo realizada em Tailândia, a 250 quilômetros de Belém, nordeste do Pará, já contabiliza um total de R$ 9 milhões em multas, lavradas sobre um volume de 16,4 mil m³ de madeira apreendida sem documento legal de origem, sendo mais de 15,2 mil m³ em tora e 1,2 mil m³,serrada. O volume total de madeira apreendida em Tailândia já se aproxima de 30 mil m3.
Até o momento foram destruídos 814 fornos no município. A multa para esse tipo de irregularidade é de R$ 1 mil para cada forno irregular, no entanto, na maioria das vezes, quando a fiscalização ocorre em áreas situadas na zona rural, os proprietários se evadem do local e, assim, evitam sua identificação e conseqüente multa.
Cerca de 40 estabelecimentos foram vistoriados, entre madeireiras, carvoarias e propriedades de pessoas físicas (que desempenham atividade madeireira, mas não constituíam empresas), contra os quais foram lavrados 76 Autos de Infração e 61 Termos de Apreensão e Depósito. Das propriedades vistoriadas, dez tiveram suas atividades interditadas.
Até o dia 17 de março passado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) havia retirado 14,8 mil m3 de madeira dos pátios de serrarias, sendo 7.987 toras, parte retirada por caminhões e outra por balsa. A madeira está sendo recolhida a uma área do governo estadual na Região Metropolitana de Belém, e após a conclusão do processo administrativo será leiloada.
A Operação Arco de Fogo, uma ação resultante da parceria do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Ibama), Polícia Federal (PF) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) não tem data para encerrar.
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