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MRN se prepara para audiência pública

MRN se prepara para audiência pública

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
26/03/2008 às 11h59 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A empresa se prepara para operar nova mina e realiza reuniões em Oriximiná e TerraSanta, para apresentação informações sobre o processo

De 25 de março a 1º de abril, a Mineração Rio doNorte (MRN) participa de reuniões com representantes da sociedade civil, líderescomunitários, imprensa e poder público de Oriximiná e Terra Santa, em que será oRelatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) para operação de seis novos platôs.

As reuniões serão uma prévia para as audiências públicas, ainda sem data definidapara ocorrer, que são coordenadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente eRecursos Naturais Renováveis (Ibama), que detém a responsabilidade de conceder alicença para operação da MRN, já que a empresa se encontra instalada na FlorestaNacional Saracá-Taquera, uma unidade de conservação federal.

De acordo com diretor-presidente, Júlio Sanna, com a operação nesses platôs, acapacidade produtiva da empresa não passará por alteração. "As novas minassubstituirão as que estão em processo de exaustão. Continuemos produzindo eembarcando a marca de 18 milhões de toneladas de bauxita, nos próximos cinco anos",afirma Sanna.

A reserva dos seis platôs é da ordem de 256,5 milhões de toneladas de bauxita e serálavrada até 2025. Parte desse minério se encontra no subsolo de Terra Santa,município vizinho a Oriximiná, onde a MRN opera há 28 anos. Dessa forma, Terra Santapassa a ter direito sobre o recolhimento dos impostos, incluindo a ContribuiçãoFinanceira pela Extração Mineral (CFEM). Em 2007, a MRN recolheu R$ 30 milhões emCFEM ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), responsável peladistribuição dos recursos. Do total recolhido, 65% são destinados aos municípios,23% aos estados e os 12% restantes à União.

Relevância econômica do projeto

A Mineração Rio do Norte é responsável pela geração de quase 11 mil empregosdiretos, sendo 1.319 no seu próprio quadro funcional. Desse total, 81,1% sãooriginários do Pará, de cidades como Oriximiná, Santarém, Terra Santa, Óbidos, Beléme Alenquer.

Assim que a licença ambiental for concedida pelo Ibama, a empresa dará início àsobras de infra-estrutura. Para operação do platô Bela Cruz, o primeiro dos seis aentrar em operação, será necessária a construção de uma estrada, além de instalaçõesde apoio à produção. Para as obras, a previsão é que sejam contratados média de 480trabalhadores, chegando a 700 no pico das obras.

Desenvolvimento sustentável

Por iniciativa própria, a MRN investe nos municípios da região por meio de projetossustentáveis, baseados em quatro pilares: saúde, educação, desenvolvimentosustentável e meio ambiente. Atualmente, a empresa desenvolve uma série de projetos,que estão diretamente relacionados aos Oito Objetivos do Milênio, estabelecidos em2000 pela ONU (Organização das Nações Unidas). Um deles é o Quilombo, que prestaassistência médica à cerca de 2 mil pessoas de 18 comunidades do rio Trombetas. Alémdos atendimentos, os profissionais de saúde ainda dão palestras nas escolas locais,conscientizando a população sobre higiene e saneamento básico, doenças sexualmentetransmissíveis, como a Aids, e nutrição infantil. Uma das conquistas do projeto foia redução da desnutrição infantil, que caiu de 39%, em 1999 quando teve início, para8%, em 2007.

Em Terra Santa, outra ação que tem literalmente gerado frutos é o Escola do Campo,projeto que ensina técnicas agrícolas a 1.400 alunos de 5ª à 8ª série da redemunicipal. Os alimentos produzidos são consumidos nas próprias escolas, além deabastecer hospitais locais. O excedente é vendido nas feiras da região e o valorarrecadado é revertido em benefício do projeto. Em setembro de 2007, o projetoconquistou, em Santiago do Chile, a segunda posição no BHPB HSEC Awards - 2007, nacategoria Community, sendo premiado como Highly Commended, em iniciativa promovidapela BHP Billiton, acionista da MRN.
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