Por: Redação / Web Amazônia
27/03/2007 às 15h43 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Nunca foi tão fácil financiar um imóvel no Brasil. O acesso a um empréstimo desse tipo nos bancos está menos restrito: prazos estendidos para 20 anos, valores maiores de financiamento e maior possibilidade de comprometimento de renda.
Hoje, o comprador tem cerca do dobro da capacidade de adquirir um imóvel que há dez anos ainda que não tenha tido aumento de salário.
Segundo João Crestana, presidente em exercício do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). E resume: com juros menores e prazos maiores, há muito mais pessoas em condições de comprar um imóvel. E enfatiza, a estabilidade econômica 'tira' o medo do consumidor de se endividar a longo prazo.
A fartura tem um motivo: o volume de dinheiro nos caixas dos bancos disponíveis para os financiamentos. Em 2006, pela primeira vez na história, os bancos ofereceram mais dinheiro para a casa própria do que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Foram R$ 9,5 bilhões, contra R$ 3,7 bilhões disponíveis no FGTS (destinados a famílias com renda de até R$ 4.900 e imóveis avaliados entre R$ 72 mil e R$ 80 mil.). Este ano, a cifra será maior ainda: R$ 11 bilhões.
A estimativa é do diretor geral da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Osvaldo Correa Fonseca. Pelas contas da Abecip, esse dinheiro deve financiar a compra de cerca de 150 mil imóveis – o que fará de 2007 o melhor ano para o financiamento imobiliário desde 1998, quando o sistema financiou 181.834 imóveis com recursos da poupança.
No marasmo desde os anos 90, o mercado de financiamento imobiliário começou a respirar de novo no início desta década, quando os recursos da poupança voltaram a ser direcionados ao setor.
No mesmo período, o início da queda das taxas de juros tornou esse mercado interessante para os bancos estrangeiros e abriu a torneira dos recursos.
Em 2004, a Lei 10.931 redefiniu as relações entre as instituições financeiras e mutuários, dando mais segurança aos dois lados. E disse que com isso, o financiamento deixou de ser uma obrigação para os bancos e passou a ser um bom negócio.
O 'golpe final' no marasmo veio em setembro do ano passado, quando o governo lançou um pacote de estímulo à habitação e abriu caminho para o surgimento de planos de financiamento com parcelas fixas o que permite ao comprador do imóvel saber desde o começo o quanto vai pagar até o fim do contrato.
Até então, o parcelamento das operações de crédito imobiliário pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) era calculado pela TR - índice que corrige os depósitos de poupança - acrescida de até 12% ao ano.
Fonte: G1
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