31/12/2013 às 10h44Atualizada em 31/12/2013 às 10h44
Nota-se a ocupação humana desses locais, sem nenhum planejamento do poder público no gerenciamento e fiscalização. Porém, ainda há tempo para resgatar e preservar o que restou desses locais tão bonitos e agradáveis com “projetos de ecoturismo”, que podem ser explorados pela comunidade, da Grande Mapiri, onde por meio da Associação de Bairro podem vender ao visitante ou turista uma série de serviços e produtos típicos da geografia local como o turismo de contemplação dessa natureza excepcional, como se faz com Mangal das Garças em Belém.
Aqui vai uma sugestão do que a comunidade pode gerenciar em benefício de seus membros: translado da orla do Mapirí para a praia do Maracanã, utilizando-se canoas catraias com salva-vidas, durante a enchente ou inverno, além de acompanharem visitantes e turistas para passeios aquáticos em barcos motorizados ou canoas a remos nos Lagos do Mapirí e Papucu, proporcionando aos visitantes um ecoturismo de contemplação da natureza, com tiragem de fotos da flora e da fauna com a variedade de pássaros e anfíbios, e entrevistas sobre as estórias desse ambiente natural. Poderão também acompanhar os turistas em caminhadas ecológicas pelas áreas secas dos Lagos Mapirí e Papucu, durante o verão.
Construir dois Barracões Comunitários nas cabeceiras da passarela “TransMapiri” (Mapiri e Maracanã), onde podem ser comercializados lanches, comidas típicas e artesanatos do local. Conversar com o “caboclo do Mapiri/Maracanã ” consertando sua tarrafa ou malhadeira, estrovando seus anzóis, sobre a cultura local com contos e lendas da região (boto, mãe d’água, cobra grande, etc.). Nesses barracões poderão ser negociadas guloseimas, petiscos e artesanatos típicos feitos pelos comunitários de forma sustentável, assim como um restaurante de comidas típicas, para ser explorado por pessoas da Associação do Bairro no atendimento da demanda dos turistas e visitantes que chegarem ao local utilizando a passarela, que deve ter policiamento diuturnamente para segurança e não deixar a bandidagem tomar conta.
A grande área alagada dos lagos do Mapirí e Papucu, localizados entre a área urbana de Santarém e o bairro do Maracanã, destaca-se por sua beleza natural e por ser considerado berçário natural de diversas espécies de peixes da Amazônia, como o tucunaré, o jaraqui, charuto, acaratinga e aracu, dentre outros. Além de ser local para a pesca artesanal e esportiva, essas área também se notabiliza pelos atrativos de muitas belezas naturais, propícias as atividades turísticas, por isso devem ser preservadas.
Poderia ser também instalado um mini-trapiche, com uma infraestrutura básica, com cobertura, bancas higiênicas e apoio sanitário para ser comercializado o pescado, capturado pelos comunitários, principalmente o jaraqui, o “símbolo” do Mapirí, o que lhes proporcionaria uma renda extra com esse comércio, como funciona no Porto dos Milagres no bairro do Uruará.
*É Projetista, Construtor e Gestor Ambiental
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