Por: Redação / Web Amazônia
27/03/2007 às 15h50 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Em reunião realizada na tarde de ontem (26), no auditório Albano Franco da Fiepa, estiveram dos 33 pólos madeireiros do Estado do Pará, 22 estiveram representados por prefeitos ou presidentes de sindicatos de indústrias madeireiras.
A crise no setor produtivo florestal, formado por aproximadamente 1.500 empresas, que empregam 180 mil trabalhadores, caso nenhuma ação emergencial seja tomada. Os empresários fizeram sugestões para os políticos e representantes de órgãos do Governo do Estado, que também estiveram na reunião.
Segundo os empresários, uma prioridade é o levantamento dos projetos de manejo florestal sustentável (PMFS) em análise na Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam) e um cronograma de liberação até maio para que haja crédito de madeira na safra que se inicia em junho/julho. Caso contrário, a atividade econômica entrará em colapso nos próximos 30 ou 60 dias.
O presidente do Conselho de Meio Ambiente da Fiepa, Justiniano Netto, acrescentou que o licenciamento da exploração madeireira nas áreas de assentamento ofertaria parte da demanda de matéria-prima. Ele sugeriu ainda que, em curto prazo, sejam aprovados os PMFS com Autorizações de Detenção de Imóvel Público (Adip’s).
A proposta teve resposta favorável do secretário de Meio Ambiente, Valmir Ortega, presente à reunião. Além dele, representaram o governo do Estado o secretário de Estado de Novos Projetos, Marcílio Monteiro, e a futura diretora geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor), Raimunda Monteiro. Na mesa e na platéia, um deputado federal, sete deputados estaduais e um senador, sensibilizados com a situação dos municípios, que dependem prioritariamente da indústria madeireira.
Em médio prazo, os empresários querem um cronograma de implantação de 16 milhões de hectares de concessões florestais, em áreas federais e estaduais.
Netto salientou que esta área representa 13% do Estado do Pará para uma atividade que é o segundo item da pauta de exportações. E ressaltou que se este cronograma for criado e cumprido, dará conta de sustentar os 11 milhões de metros cúbicos consumidos pela indústria madeireira a cada ano.
Em 2003, foram liberados 5,08 milhões de metros cúbicos, o que não era a metade do que precisamos, e no ano passado foi ainda menos 2,96 milhões de metros cúbicos. Em 2007, até agora, nada foi liberado. Queremos que este plano de safra anual contemple uma força tarefa, um mutirão de legalidade ao setor.
O prefeito de Jacundá, Adão Ribeiro, se disse assustado com as proporções da crise no município. Diariamente, as famílias batem às portas da Prefeitura e da Câmara de Vereadores em busca de atendimento às suas necessidades básicas, por conta do desemprego na indústria madeireira. Ele disse que eles é que perceberam o colapso no setor produtivo florestal.
Eles não têm condições de atender a comunidade, por isso estão lá para pedir aos deputados e secretários que tomem decisões que garantam os empregos desses trabalhadores.
O secretário Marcílio Monteiro disse que conhece o caos fundiário e ambiental do Pará, e acatou a responsabilidade de uma construção conjunta das saídas para a atividade, a partir de ações estruturantes e imediatas. E sinalizou dizendo que desde a época em que eu estava no Ibama apontou como possível solução, com potencial madeireiro, o licenciamento dos assentamentos. Achando que poderia ser uma grande solução imediata.
Fonte: Portal ORM
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