

Os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Tocantins, Maranhão, Pará, Amazonas e Roraima podem enfrentar surtos da doença em 2009, aponta o relatório do MS.
No relatório, o Estado de Santa Catarina chama a atenção porque, até 2006, não registrou incidência de vírus em seu território, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O risco se dá porque a po-pulação catarinense é uma das mais suscetíveis aos três tipos de vírus da dengue registrados no Brasil, já que é a que menos teve contato com eles.
Nos estados da região Norte, o Pará registra aumento significativo de casos da doença, inclusive do tipo 3, a dengue hemorrágica, que fez vítimas em vários municípios e também em Santarém e na capital.
Nos primeiros de 2008, a Secretaria Municipal de Saúde de Santarém registrou aumento de casos da doença, que aparentemente e segundo informações da Divisão de Vigilância Sanitária estava sob controle. No entanto, após o registro do tipo 3 e suspeitas de mortes por dengue hemorrágica, as autoridades locais redobraram a atenção de combate à doença.
Em Santarém, a primeira morte por suspeita de dengue hemorrágica foi a do tenente da Marinha, Charlivaldo Alves, 41 anos. O secretário Emmanuel Silva orienta à população para que também esteja vigilante e faça sua parte já que se trata de uma situação coletiva e apenas o trabalho da Secretaria não é suficiente para conter o avanço da dengue em Santarém.
A participação da sociedade é importante para eliminar os focos do mosquito transmissor. As pessoas devem manter seus quintais limpos e evitar o acúmulo de água em recipientes, como pneus, bacias e etc. Vale ressaltar que é nessa época do ano, por causa das chuvas que a população fica exposta à doença.
Dengue hemorrágica - A dengue hemorrágica é a forma letal da doença, porém, agrava o quadro clínico do paciente com mais rapidez, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. Além da febre alta, ela causa sangramentos, vômitos e fezes com sangue, além de hematomas no corpo.
Outros sintomas como dor abdominal intensa, tontura e queda de pressão também são sinais de alerta. Assim que surgirem os primeiros sintomas de dengue, é importante procurar orientação médica, pois só um médico pode realizar um diagnóstico preciso, através da análise das queixas do paciente e de exames laboratoriais. Muitas vezes, a doença se agrava no quarto dia de manifestação dos sintomas, em paralelo ao desaparecimento da febre, por isso é importante estar atento aos demais sintomas.
Precaução - O controle da dengue passa necessariamente pela eliminação dos criadouros do mosquito que transmite a doença. Para tanto, é importante evitar qualquer acúmulo de água limpa, local onde os ovos se desenvolvem. Outras estratégias coadjuvantes são a utilização de repelentes nas áreas expostas do corpo, colocação de telas de proteção em portas e janelas e utilização de roupas longas, de preferência em cores claras, que não atraem tanto o mosquito. Ambientes com ar condicionado, mais frios e secos, geralmente são menos atraentes para o mosquito da dengue, que gosta de calor e umidade.
Sintomas - Os principais sintomas da dengue clássica, ou seja, a dengue menos grave, são febre alta com início repentino, dor intensa nos músculos e nas articulações, dor de cabeça, especialmente atrás dos olhos, fraqueza e manchas avermelhadas na pele. Outros sintomas, como náusea, vômito e diarréia também podem ocorrer.
Tratamento - Não existe um tratamento específico para o combate ao vírus da dengue. O tratamento visa amenizar os sintomas e as possíveis complicações da doença. Para a dengue clássica, o tratamento é ambulatorial, ou seja, o paciente não precisa ficar internado, mas deve manter acompanhamento médico periódico.
As principais recomendações são a ingestão de grandes quantidades de água, para manter a hidratação do corpo, e a utilização de medicamentos para controle da febre e das dores no corpo, de acordo com orientação médica. Nos casos de dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue, o paciente permanece internado, recebe hidratação intravenosa e, se necessário, componentes do sangue, como plasma e plaquetas, para auxiliar na contenção dos sangramentos.