Por: Redação / Web Amazônia
30/03/2007 às 18h35 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Representantes de organizações vinculadas ao transporte marítimo paraense se reuniram com a gerência da Alcoa Mina de Juruti na manhã desta quinta-feira (29), em Belém, para conhecer o empreendimento e a estrutura de porto que será implantado no município em função da atividade de extração de bauxita. A previsão de início da fase de operação da mina é maio de 2008. A estimativa é de que cerca de 50 mil toneladas de bauxita sejam embarcadas por semana, inicialmente.
O “Encontro de Autoridades Portuárias e Mina de Juruti” contou com a participação de representantes da Marinha do Brasil, de órgãos públicos estaduais e federais, práticos da bacia amazônica, além de empresas de navegação. O evento foi uma oportunidade para discussões técnicas e esclarecimento de dúvidas. Também foi apresentado o estágio atual de implantação da mina, com destaque para os compromissos sociais, ambientais e de sustentabilidade com a região Oeste do Pará.
João Acácio Gomes de Oliveira, presidente da DTA Engenharia, empresa de consultoria e projetos na área específica de engenharia portuária, responsável pelo detalhamento do terminal fluvial da Alcoa em Juruti, diz que três condições caracterizam a obra como peculiar: a profundidade natural do rio Amazonas; a tranqüilidade das águas; e a pouca ocorrência de ventos. “Por causa dessas condições, não é um projeto que exija esforço extraordinário”, afirma.
Apesar disso, o terminal fluvial de bauxita tem atenção especial da equipe de meio ambiente, já que está localizado na bacia amazônica. Segundo João Luiz Serafim, diretor de Desenvolvimento Estratégico de Negócios da Alcoa, a companhia está preparada para superar possíveis desafios ou surpresas.
O píer de carregamento terá 225 metros de comprimento por 23 metros de largura, com cinco dolfins independentes para atracação, dois dolfins para amarração e uma passarela.
Pelo menos seis meses antes de ocorrer o primeiro embarque será feito um trabalho de educação ambiental junto às comunidades de Juruti, uma vez que, para a maioria, as embarcações são o principal meio de transporte. “As embarcações fazem parte do cotidiano do povo da região. Vamos reforçar os cuidados e, inclusive, fazer a sinalização fluvial”, diz o consultor portuário da Alcoa, Ronildo Carvalho.
Nos últimos dias, a Alcoa vem se reunindo com vários segmentos da sociedade em Juruti, Santarém e Belém para mostrar o andamento das atividades em Juruti. “Se ainda existem dúvidas por parte da sociedade sobre o que estamos fazendo, vamos esclarecer e mostrar que somos transparentes. Temos que atuar dessa forma para podermos conquistar o direito de operar dentro do nosso conceito de sustentabilidade”, explicou João Serafim, diretor da Alcoa.
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