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Henrique Costa quer eleitores de Parintins

Henrique Costa quer eleitores de Parintins

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
08/05/2008 às 20h43 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Marcos Santos - O prefeito de Juruti, Henrique Costa, trava uma batalha pessoal com o prefeito Bi Garcia, de Parintins, para conseguir a posse para o município de áreas localizadas na fronteira dos estados do Pará e Amazonas. As constantes investidas do prefeito paraense estão causando preocupação aos moradores que são alvos da cobiça política, sobretudo neste período pré-eleitoral.

Nesta queda de braços, o Amazonas pode sair perdedor já que durante levantamento feito pelo Instituto de Terras do Amazonas (Iteam), ao tentar regularizar a área fundiária no município de Parintins, verificou-se que algumas famílias seriam moradoras de comunidades localizadas em Juruti e não estariam residindo em terras amazonenses.

“Os critérios para o reconhecimento dos limites têm como base o sistema cartográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, informa o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), que se prepara para fazer um assentamento na nova área. Se o Amazonas perder o direito da área será a segunda vez que isso acontece. O estado amazonense perdeu parte do seu território para o Acre, no início do mês de abril por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A área de litígio mede cerca de 100 mil hectares e abriga 35 comunidades.Centenas de famílias legitimamente amazonenses podem ser reconhecidas como paraenses caso o Pará vença a disputa. O prefeito de Parintins informou que cerca de 2.000 amazonenses que moram em 22 comunidades rurais da Ilha Tupinambarana temem que essa mudança aconteça não pelo fato de se tornarem ou não paraense, mas porque a prefeitura e o governo amazonense realizaram investimentos em diversos setores que ajudaram a melhorar a qualidade de vida.

Enquanto que do lado paraense não houve nenhuma benfeitoria de grande relevância. O mais interessante é que muitas pessoas, na verdade, são paraenses, porém, moravam do lado amazonense. Elas possuem inclusive certidão de nascimento.

De acordo com levantamento feito Iteam, são mais de duas mil pessoas que trabalham com agricultura familiar e exploração de madeira. Bi Garcia afirma que o governo municipal sempre auxiliou os comunitários, prestando serviços sociais. Lá, disse, foram construídos postos de saúde, escolas e implantação de rede de energia.

Segundo ele, o prefeito Henrique Costa surge agora apenas para tirar títulos eleitorais e sem prestar nenhum serviço às famílias. Em entrevista ao jornal A Critica da semana passada, o prefeito paraense afirmou que “assim como ele (Bi), eu também sou candidato à reeleição, então... Temos interesses políticos".Henrique Costa afirmou ainda que o prefeito Bi Garcia, assim como ele, estaria interessado nos recursos oriundos de convênios com o Governo Federal, no valor de R$ 12 milhões, destinados para a atender a estas comunidades.

O prefeito de Juruti esteve em Manaus recentemente para participar da inauguração de uma casa de apoio aos moradores de Juruti. A troca de farpas entre os prefeitos envolve diretamente a disputa por novos eleitores.

De um lado, Bi Garcia não quer perder os seus votos, por outro, Henrique, cuja administração não agrada grande parte do povo jurutiense tenta ganhar novos e importantes eleitores. O prefeito de Parintins vai mais longe e diz que Henrique está se apropriando de terras amazonenses com o único propósito de promover a transferência de títulos eleitorais cujo cadastramento já está sendo feito pela Justiça Eleitoral.

Henrique justifica dizendo que o povo daquela área foi abandonado pelos governos passados e, por isso, buscaram aceitar toda ajuda que foi dada pela Prefeitura de Parintins. Foi a partir de 2006, que o prefeito de Juruti iniciou uma longa viagem às comunidades localizadas na fronteira dos estados do Amazonas e Pará oferecendo serviços médicos e, principalmente, emissão de documentos. Bi Garcia lembra ainda que a área em disputa tem sido alvo constante de ocupação ilegal por madeireiros e grileiros de terras oriundos do Pará.
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