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Marginais impõem toque de recolher na periferia

Marginais impõem toque de recolher na periferia

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
24/05/2008 às 11h08 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A ação das gangues de marginais está causando insegurança na população. Para quem reside na periferia da cidade, a situação é bem pior. Sem policiamento, as pessoas são obrigadas a se trancar em casa, já que sair na rua em determinado horário é proibido, segundo a lei das gangues. O toque de recolher é confirmado por alguns moradores nos bairros do Santarenzinho, Mapiri e Liberdade.

"Aqui, a gente não pode sair depois das 22 horas porque os marginais ameaçam agredir e até matar. Eles acham que as pessoas podem denunciá-los à polícia e por isso tentam nos intimidar", disse o aposentado Afonso Marinho. Situação semelhante acontece com os moradores do bairro do Santarenzinho, onde as pessoas são impedidas de transitar por algumas ruas. Além disso, os 'gangueiros', cobram pedágio em alguns pontos do bairro. A polícia só aparece quando é acionada.

"Mesmo assim quando a viatura chega, ela logo sai do bairro. A polícia tem medo!", diz Marinalva Chagas, residente na Tomé de Souza.

A audácia desses grupos de delinqüentes não tem limite. Duas casas noturnas, uma no bairro do Diamantino, na avenida Moaçara, ao lado de uma universidade, e outra na Prainha, na avenida Elinaldo Barbosa, os marginais se reúnem para intimidar e agredir os freqüentadores. Eles também aproveitam para vender drogas e aliciar menores. E tudo acontece sob os olhares inertes da PM que, em alguns casos, parece trabalhar apenas como segurança dos donos desses estabelecimentos.

"Agem como se fossem milícias dos proprietários. A PM não faz um trabalho preventivo, retirando desses locais os traficantes, ou identificando aqueles elementos que pertencem às gangues", diz o senhor Emílio Lopes.

No bairro da Interventoria, um grupo de marginais invadiu recentemente a escola Terezinha de Jesus Rodrigues e colocou em risco a integridade de professores, funcionários e estudantes. O clima no educandário é de medo, já que eles repudiaram o ato de vandalismo praticado pelos elementos.

No ano passado, uma gangue invadiu a escola São Francisco e matou o vigia. As gangues voltaram a ser uma grande ameaça para a sociedade santarena.
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