Adepará intensifica vacinação contra febre aftosa em todo Estado
Adepará intensifica vacinação contra febre aftosa em todo Estado
Por: Redação / Web Amazônia
12/05/2015 às 08h49Atualizada em 12/05/2015 às 08h49
“Apenas Amazonas, Roraima e Amapá não estão livres da febre aftosa. Embora representem apenas 1% do rebanho nacional, essa situação impede o nosso acesso a mercados como os Estados Unidos, a Europa e o Japão, que melhor remuneram essas exportações. Por isso, o Pará apoia a estratégia do Ministério da Agricultura, que tem como prioridade a expansão para esses três Estados da classificação sanitária que já conquistamos”, reforça Luciano.
Etapas – A campanha de maio ganha maior importância no calendário de ações da Adepará por causa da abrangência, mas a vigilância contra a aftosa não se esgota este mês. No ano todo são cinco etapas. A primeira ocorreu de 15 de março a 30 de abril, restrita aos municípios de Faro e Terra Santa, no Baixo Amazonas. A segunda está em curso, vai até o dia 31, abrangendo 108.102 propriedades cadastradas pela Adepará em 130 municípios. A terceira etapa, de 15 de julho a 30 de agosto, volta a Faro e Terra Santa. A quarta, de 15 de agosto a 30 de setembro, concentra-se na Ilha do Marajó. E a última fase, de 1º a 30 de novembro, reforça a vacinação em todo o território paraense, nos moldes desta etapa de maio.
A manutenção da saúde do gado paraense é decisiva no crescimento da economia e afeta também o equilíbrio na balança comercial brasileira, uma vez que a performance do Pará mantém em alta as exportações nacionais graças à mineração e à pecuária. Se a vigilância sanitária falhasse, a desconfiança em relação à carne produzida no Pará ressuscitaria, as exportações despencariam e o equilíbrio na balança brasileira ficaria ameaçado, com impacto em toda a economia.
Fora isso, a exportação de boi vivo, liderada pelo Estado do Pará, especialmente para a Venezuela e Líbano, serve de reguladora no preço da arroba do boi. Se a exportação fosse reduzida, sobraria gado no mercado interno, já que produzimos o dobro da demanda interna, e isso poderia afetar o preço da arroba, pelo excesso de oferta.
Com 22 milhões de cabeças de gado, o Pará tem no campo, hoje, um ativo de cerca de R$ 25 bilhões. Manter o Estado livre da febre aftosa não é apenas salvar a vida desse patrimônio, é garantir a saúde da economia do Estado.
Fonte: Agência Pará
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