Por: Redação / Web Amazônia
13/05/2015 às 08h51 Atualizada em 13/05/2015 às 08h51
Até fevereiro, o banco ainda trabalhava com um sistema on-line que permitia aos correspondentes pré-aprovarem os financiamentos. Desde março, todos os financiamentos passaram a ser analisados caso a caso, sendo que vários não são nem aprovados nem recusados; ficam a espera de recursos.
Financiamentos com valor acima de R$ 400 mil são inviáveis, segundo gerentes.
De janeiro a março, a Caixa perdeu R$ 7 bilhões em depósitos (30% do total das poupanças no país).
Os bancos têm por obrigação aplicar 65% do dinheiro da poupança no setor imobiliário. Quando há mais recursos disponíveis, fica mais difícil cumprir essa exigência –o dinheiro não emprestado vira depósito compulsório. Em janeiro de 2013, o cumprimento dos bancos em geral estava em 66%. Um ano depois, subiu para 71%. Na Caixa, passou de 63% para 68%.
A Folha apurou que a Caixa esperava uma desaceleração na demanda por crédito, mas se surpreendeu com o ritmo de perda de recursos da poupança. Segundo o BC, o saldo da poupança na Caixa cresceu 12% nos últimos 12 meses encerrados em janeiro de 2015 (dado mais recente). No período, a aplicação de recursos dentro das exigências do BC aumentou 21%.
Nos demais bancos, o saldo da poupança cresceu 11%, e os desembolsos, 20%.
A captação por letras e cédulas hipotecárias aumentou 55% no período.
Fonte: Folha de S. Paulo