Por: Redação / Web Amazônia
19/07/2008 às 11h19 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Marcos Santos
Terminou na última quinta-feira, no porto da Companhia Docas do Pará (CDP), o 1º embarque experimental de bois vivos em Santarém. O trabalho teve início na última segunda-feira e foi feito por funcionários de um navio de bandeira libanesa sob a vistoria do pessoal da Receita Federal e Vigilância Sanitária. O vai e vem de carretas transportando os animais causou incômodo nos usuários do terminal da CDP, sobretudo funcionários, passageiros e donos de embarcações. Ao todo foram embarcadas 1100 cabeças de gado oriundas dos municípios de Uruará e Altamira, na região Transamazônica, que serão levadas para a Venezuela.
Segundo o administrador da CDP em Santarém, Celso Lima, todo trabalho seguiu criteriosamente as normais sanitárias e ambientais exigidos pelos órgãos federais e estaduais. Além disso, afirmou, a movimentação nos últimos três dias no porto da companhia não alterou a rotina de outros setores do porto, como o de embarque de madeira, por exemplo.
Os animais foram trazidos de Uruará e Altamira até o município de Belterra, de lá, foram colocados em carretas e transportados pela rodovia Santarém/Cuiabá até o porto da CDP direto para o navio. “Não houve nenhum incômodo como algumas pessoas afirmaram. Tudo foi feito seguindo as normas sanitárias. O trabalho teve ainda o acompanhamento da Receita Federal”, completou Lima.
Apesar dessa afirmação, no último dia de embarque, um forte odor exalou pela área da CDP, causando náuseas nas pessoas. Funcionários da própria companhia tratavam de limpar resto de palha e fezes dos animais.
Em Belém, o embarque de boi vivo foi proibido depois que o Ministério Público do Estado ingressou com uma ação na Justiça alegando que o porto de Belém não é adaptado para esse tipo de atividade. O MPE pediu a suspensão da atividade por entender que houve agressão ao meio ambiente provocado pelo mau cheiro que exalava da área onde os animais ficavam confinados esperando pelo embarque. Além disso, o fedor incomodava tanto os passageiros, quanto funcionários, comerciantes e moradores das áreas adjacentes, pois o odor de urina e fezes dos animais era muito forte.
“O porto de Santarém foi incluído como forma alternativa de embarque do boi vivo, mas se trata apenas de um embarque experimental, não quer dizer que vamos continuar fazendo essa exportação por aqui, porém, a vinda dessa atividade pode ser avaliada de forma positiva, já que vai aumentar a arrecadação de impostos e geração de empregos para o município”, concluiu Celso Lima.
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