Por: Redação / Web Amazônia
19/07/2008 às 11h22 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Anderson Pantoja
É precária e vergonhosa a situação do Conselho Tutelar do município de Jacareacanga, conforme apurou a reportagem do Jornal A Cidade, no último dia 24. O prédio da instituição está abandonado pelo Poder Executivo e ameaçar cair sobre a cabeça dos heróicos conse-lheiros que trabalham no local.
O coordenador Elton Wallace relatou que desde a posse dos novos conselheiros, que aconteceu em 5 de junho, toda equipe sofre perseguição por parte do prefeito Carlos Augusto Veiga, que nega apoio à instituição, apesar dos inúmeros ofícios encaminhados à Prefeitura. "Somos humi-lhados pelos assessores do prefeito.
Recentemente, as conselheiras tutelares Leila e Josiane foram pedir ajuda ao tesoureiro da Prefeitura, Francisco Bessa, e ele disse que o Município não as reconhecia como membros do Conselho Tutelar", contou Elton.
Segundo o coordenador do Conselho, essa situação está acontecendo porque a chapa apontada pelo prefeito Carlos Veiga para concorrer à administração da entidade foi derrotada e, por vingança, agora prejudica o trabalho da instituição.
Além de não receberem apoio da Prefeitura, os conselheiros queixam-se da falta de interesse do governo em proporcionar benefícios às vítimas de violência que chegam diariamente ao Conselho Tutelar pedindo amparo. "Não temos uma casa de apoio para abrigar essas pessoas. A estrutura física do prédio é precária e tem muitas rachaduras. A parte do reboco está caindo e não tem mate-rial de limpeza. O único carro que dava apoio está quebrado em Itaituba e o cupim está tomando conta das salas", disse indignado o conselheiro chefe.
As conselheiras Luciene Leandro e Sonia também disseram à reportagem que está difícil executar os trabalhos que competem ao Conselho Tutelar, e que as comunidades tentam contribuir, ajudando os membros da entidade. Segundo elas, ninguém pode exigir um traba-lho mais atuante dos conselheiros, pois todos sabem que o órgão não tem apoio e nem auxilio do Poder Público.
Os conselheiros denunciam os abusos praticados pelo prefeito Carlos Veiga e dizem que não aceitam mais esse tipo de perseguição política.
Procurado pela reportagem, o promotor publico Cesar Augusto do Santos Mota informou que a situação dos conselheiros é legal, portanto, todos devem ter o reconhecimento do Poder Executivo.
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