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Festa rave acaba em apreensão de droga

Festa rave acaba em apreensão de droga

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
22/07/2008 às 15h26 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Fábio Pereira Coelho, 27 anos, e Darlison Coelho Bentes, 22, ambos moradores no bairro do Urumari, foram presos em flagrante pelo Grupo Tático Operacional da Polícia Militar, na madrugada do último domingo, em uma mansão, na avenida Curuá-Una, palco de uma festa rave, promovida por Lívio Pereira, filho do empresário Nivaldo Pereira, dono da TV Ponta Negra.

Os elementos foram presos em flagrante de posse de 33 comprimidos, que supostamente têm semelhança com pastilhas de ecstasy e um papelote de maconha, que possivelmente estavam sendo comercia-lizadas no interior da festa. Levados pela PM para a Seccional da Polícia Civil, Fábio e Darlison negaram ser usuários de droga, mas disseram que também não eram traficantes. Após a apresentação, ambos foram liberados. A reportagem descobriu depois que não houve boletim de ocorrência relatando a prisão dos rapazes.

Na manhã de segunda-feira, a reportagem tentou obter mais informações sobre a apreensão do material, porém, foi informada de que os comprimidos haviam sido encami-nhados para o Centro de Perícias Científicas para análise.

O flagrante da apreensão dos comprimidos e a prisão dos rapazes foram feitos por uma repórter do Portal na Hora, que fazia cobertura da festa naquela noite. O Comando Tático conduziu Fábio e Darlison algemados sob acusação de tráfico de entorpecente.

Durante a abordagem aos elementos, o coronel Mafra estava presente e disse, num primeiro momento, que os comprimidos apresentavam características do ecstasy.

Consultado pela repórter do Portal na Hora sobre a circulação de ecstasy em Santarém, um agente da Polícia Federal disse que o procedimento feito pela Polícia Civil não seguiu alguns critérios comuns nesse tipo de caso. O certo seria manter os rapazes detidos até que o resultado na análise dos comprimidos fosse divulgado pelo Centro de Perícias Científicas. "Como ninguém soube precisar de se tratava, no mínimo, eles deveriam permanecer detidos até a conclusão da perícia no suposto material entorpecente", disse.

O interlocutor diz ainda que a PF registrou um caso de apreensão de ecstasy em Santarém, mas de apenas um comprimido que estava em poder de um turista. Analisando as fotos do produto encontrada em poder de Fábio e Darlison, o agente federal disse que lembra muito as características de ecstasy.

Tráfico de ecstasy em Santarém - Notadamente, nos últimos anos, o tráfico de drogas sintéticas tem aumentado no município de Santarém. A droga deixou de ser privilégio dos viciados de classe alta e agora chega facilmente aos menos abastados. O ecstasy é mais comum em festas particulares promovidas e freqüentadas por jovens com alto poder aquisitivo. No domingo passado, uma dessas festas foi promovida na cidade e o consumo de droga e álcool ocorreu livremente em todos os ambientes da mansão, onde o evento foi realizado.

Do lado de fora, policiais militares, homens do Corpo de Bombeiros e gente do Samu observavam atentos à movimentação na festa, como se estivessem ali apenas para garantir o bom andamento do evento. A rave santarena, segundo relato dos próprios participantes, foi um sucesso em todos os sentidos, sobretudo pela facilidade de aquisição de cocaína, maconha e ecstasy. Muitos menores também estavam lá e eram facilmente aliciados pelos mauricinhos de plantão, contumazes nesta prática. Cenas de sexo explícito e apologia à prostituição infantil também foram presenciadas.

PF combate tráfico de ecstasy no Pará - No ano passado, a Polícia Federal deflagrou no Pará uma operação visando desbaratar uma quadrilha especializada em tráfico de drogas sintéticas, especialmente ecstasy. Foi a partir de denúncia de familiares de freqüentadores de festas rave, que a PF iniciou a operação.

Naquela ocasião, os policiais federais interceptaram e apreende-ram 628 comprimidos de ecstasy que estavam sendo enviados de Belém para Macapá. As investigações mostraram que a quadrilha remetia a droga por Sedex de Belém para Macapá, onde os comprimidos seriam vendidos nas festas raves da cidade.

Os comprimidos de ecstasy são comercializados em média por R$5,00 e vendido nas raves, após passar pelos intermediários, por até R$40,00.

Sobre o ecstasy - Trata-se de uma substância psicoativa designada como 3,4 metilenodioximetanfe-tamina. Foi sintetizada pela empresa Merck em 1914, e é chamada droga de recreio ou de desenho, pois possui ação estimulante e alucinógena. É consumido injetado, inalado, e por via oral. Apresenta-se em forma de pastilhas, comprimidos, barras, cápsulas ou pó.

O ecstasy, a nível cerebral, age aumentando a produção e a diminuição da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina. Seus efeitos surgem após vinte e setenta minutos, atingindo estabilidade em duas horas, pode agrupar efeitos da cannabis, das anfetaminas e do álcool.

Os efeitos físicos são taquicardia, aumento da pressão sanguínea, secura da boca, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos exaltados, vontade de urinar, tremores, transpiração, câimbras ou dores musculares.

Quanto aos efeitos psíquicos, o ecstasy ocasiona sensação de inti-midade e de proximidade com outras pessoas, aumento da comunicação, da sensualidade, euforia, despreocupação, autoconfiança e perda da noção de espaço.

Efeitos colaterais - Em longo prazo podem ocorrer alguns efeitos tais como lesões celulares irreversíveis, depressão, paranóia, alucinação, despersonalização, ataques de pânico, perda do autocontrole, impulsividade, dificuldade de memória e de tomar decisões.
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