Por: Redação / Web Amazônia
02/08/2008 às 13h32 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Dos atuais candidatos a prefeito pelos principais municípios do Oeste do Pará, pelo menos 10 são ex-prefeitos e estão ávidos pelo poder. Alguns dos prefeituráveis tiveram suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e correm o risco de terem suas candidaturas impugnadas. Até o dia 15 de agosto, a Justiça Eleitoral deve decidir o futuro desses políticos cujo passado administrativo deixou grandes rombos nos cofres públicos municipais. A maioria dos pedidos de cassação de registro é baseada na ficha suja desses ex-gestores.
Santarém, Aveiro, Juruti, Jacareacanga, Belterra, Alenquer, Monte Alegre, Curuá, Placas e Rurópolis são algumas das cidades do oeste paraense onde o retorno ao poder de antigos prefeitos é visto como uma ameaça à sociedade. A população desses municípios não quer a volta de um governo corrupto e torce para que a Justiça seja soberana e não permita o registro de candidatos com nome sujo na praça.
Na relação de ex-prefeitos que tentam voltar às prefeituras aparecem Lira Maia, Adalberto Viana (Cabano), Eduardo Azevedo, Isaias Batista, João Paulo, Daniel Capitani, Oti Santos, Zé da Marta, João Piloto e Jardel Vasconcelos. Destes, Oti Santos, que foi prefeito de Belterra, teve sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Ele recorre da decisão por Belém, mas tem pouca chance de voltar à disputa. O nome de Oti aparece na lista de gestores que tiveram contas irregulares no TCM.
Em situação igual, aparecem outros prefeituráveis: Cabano, Eduardo Azevedo, Daniel Capitani, Zé da Marta e Isaias Batistas, todos com suas contas rejeitadas e que certamente terão o mesmo destino de Oti Santos.
O ex-prefeito de Santarém também aparece como provável impugnado, já que sua ficha é a mais extensa entre todos os que estão com pedidos de impugnação em análise pela Justiça Eleitoral.
Uma das marcas de corrupção na gestão de Lira Maia foi o sumiço da verba do extinto Instituto de Previdência do Município. No pedido de impugnação, a coligação partidária "A Mudança vai Avançar", se baseou numa série de denúncias contra o candidato do DEM na época em que ele foi prefeito de Santarém nos períodos de 1997 a 2000 e 2001 a 2004, quando foi o ordenador de despesa e responsavel-mor por todos os atos administrativos. A ação relata todo o passado do ex-prefeito, apontando-o como autor de crimes de Improbidade Administrativa e crime contra a Ordem Tributária e Financeira.
Em Juruti, Isaias Batista tenta voltar ao poder, mas ele também está com as contas rejeitadas junto ao TCM. Batista é acusado de praticar atos de improbidade admi-nistrativa, nepotismo e outros desmandos.
Em situação pior está o ex-prefeito de Aveiro, Adalberto Viana, o popular Cabano, que causou um enorme rombo nos cofres públicos da Prefeitura daquele município e deixou muitos servidores públicos municipais sem ver a cor do dinheiro.
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