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Jovem que divulgou vídeo de menores na internet pode ser indiciado por cinco crimes

Jovem que divulgou vídeo de menores na internet pode ser indiciado por cinco crimes

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
30/08/2008 às 10h58 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Bruna Jaqueline

Depois de colher o depoimento de todos os cinco jovens envolvidos no caso de divulgação de um vídeo com cenas de sexo com menores na internet, a delegada da Mulher, Márcia Rabelo, aguarda o retorno do inquérito, enviado ao Poder Judiciário, para concluir o caso e indiciar os responsáveis pelo crime.

O inquérito, que havia sido prorrogado pela falta do depoimento de uma das vítimas, a menor Jéssica*, de 15 anos, só foi retomado depois que o pai da adolescente decidiu apresentá-la à delegada.

Segundo Márcia Rabelo, a intenção do pai da menina não era continuar com a acusação contra os acusados, mas apenas processar o rapaz que divulgou a imagem de sua filha na internet e ganhar dinheiro com a situação. “Mas isso não foi possível porque todos os denunciados foram ouvidos e serão devidamente indiciados pela polícia”, completou a delegada, lembrando que por várias vezes, o pai da adolescente caiu em contradição quando afirmava que tinha pressa na conclusão do inquérito e depois dizia que levaria o caso ao Ministério Público.

“A Jéssica era peça fundamental do inquérito, sem o depoimento dela seria impossível concluir o caso”, resumiu Dra. Márcia Rabelo.

Informações dão conta que a menor foi casada por duas vezes e teria viajado com uma vizinha para a colônia, vizinha essa, que o pai da menor nem sabia informar o nome.

A delegada conta que a solicitação da presença da menina foi feita dia 08 de julho e apenas na terça-feira, dia 19, quase dois meses depois, o pai da menor fez sua apresentação à polícia, justificando que não sabia o paradeiro da filha.

Ainda segundo a delegada, no caso da segunda menor, já esta todo resolvido. ‘Sempre solicitamos que o menor se apresente com um acompanhante, na primeira vez que a Josiane*, 13 anos, deu seu depoimento, estava acompanhada de sua mãe, por esse motivo falou que tinha sido embebedada, apanhado, violentada e por isso foi forçada a fazer sexo com os rapazes. No segundo depoimento, já na presença do tio, a menor afirmou que não foi obrigada a fazer nada e estava lúcida ao ser filmada, só disse que teria sido violentada porque a mãe a estava obrigando’, esclareceu.

A delegada espera somente o retorno do inquérito para finalizar o caso, mas a priori, pelos depoimentos ouvidos, dois dos acusados serão indiciados, Welligton Ferrari por estupro, atentado violento ao pudor, corrupção de menores, divulgação de imagem, e por induzir menores a beber. O outro acusado, Gabriel, será indiciado por estupro já que no vídeo claramente pode se reconhecido. Contra um terceiro envolvido, Jeferson, ainda não há nenhuma acusação, pois além dele negar qualquer envolvimento com as menores, as vítimas não o acusam de nada, nem os amigos.

Mesmo com todas as acusações, o principal responsável Wellington Ferrari, se defende e afirma que a menor não foi obrigada a fazer nada e não divulgou o vídeo na internet, mas segundo a delegada, não interessa se a menor foi por sua vontade, pois tendo menos de 14 anos a pratica do ato sexual nessa idade é considerada crime. Em relação à divulgação dos vídeos, a delegada afirma que o celular que fez a filmagem era de Ferrari, mesmo que ele não tenha colocado na internet, o único que tinha a imagem era ele, dessa forma o rapaz responderá por esse crime.

*Nomes fictícios
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