Por: Redação / Web Amazônia
16/09/2008 às 13h39 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Longas distâncias, dificuldades de transporte e comunicação desafiam a inclusão de comunidades ribeirinhas amazônicas a serviços básicos de saúde. Esse é um dos desafios que a Alcoa assumiu ajudar o município de Juruti a enfrentar. Por meio de um convênio com o Instituto Evandro Chagas (IEC), a Companhia viabiliza o trabalho de uma equipe de pesquisadores do IEC, em parceria com o poder público. Mesmo com as dificuldades, os diagnósticos apresentados pelo IEC à Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) têm fortalecido o Sistema Único de Saúde (SUS) do município, que vem atuando com ações mais específicas para cada caso.
O convênio foi firmado entre Alcoa, IEC e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa) em Junho de 2006, como parte integrante dos Planos de Controle Ambiental (PCAs) de implantação da mina de bauxita. As pesquisas contam com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnologia (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia, e do Departamento da Ciência e Tecnologia (Decit), do Ministério da Saúde.
Os resultados do segundo ano de atividades foram apresentados durante o “III Seminário Pesquisa sobre Saúde em Juruti”, ocorrido no dia 11 de Setembro, no São Dom Bosco, reunindo profissionais de saúde e moradores de diversas comunidades rurais do município, além daqueles que residem na área urbana. O IEC informou que continuará realizando pesquisas em Juruti por mais dois anos. “Esse trabalho tem sido extremamente importante para Juruti. Se não fosse a presença do IEC no município, estaríamos nadando contra a corrente. Ou seja, teríamos muitos problemas sem soluções”, conta Ana Márcia Cunha, titular da SEMSA, lembrando que Juruti tem cerca de 250 comunidades rurais.
Na avaliação da coordenadora técnica do convênio e pesquisadora do IEC, Lourdes Maria Garcez, a prevenção está melhorando. “Na questão das zoonoses, um grupo que já está atuando em uma linha que antes não atuava. Há muito para ser feito, mas conseguimos, em dois anos, uma integração com a Secretaria Municipal de Saúde que superou minhas expectativas. Pretendemos continuar com a pesquisa, mas agora com bem mais conhecimento sobre as dificuldades que teremos que enfrentar. Isso vai facilitar na próxima etapa”, diz.
De acordo com o Gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa Mina de Juruti, Mauricio Macedo, ao chegar em Juruti, a Companhia percebeu que o município era carente em várias áreas, em especial a saúde. “Então, resolvemos investir nesse trabalho de pesquisa e diagnóstico. Em curto prazo estamos ajudando a estruturar o sistema de saúde local por meio da Agenda Positiva. Já fizemos reforma e ampliação de unidades básicas de saúde. Estamos construindo um hospital de média e alta complexidade e em breve daremos início à construção de uma unidade mista na Vila de Tabatinga, um grande pólo comunitário do município”, lista Mauricio Macedo.
De acordo com Mauricio Macedo, as ações da Agenda Positiva levam mais de 70% dos recursos, se forem consideradas ações correlatas, como drenagem, limpeza pública, aterro, sistemas de abastecimento de água, que têm impacto direto ou indireto na saúde. “Estamos dando ferramentas para que, de fato, Juruti seja referência em saúde pública na região, o que tenho certeza que vai ocorrer”, comenta.
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