“Vale do Silício Amazônico” pode manter floresta em pé
“Vale do Silício Amazônico” pode manter floresta em pé
Por: Marcos Santos
20/09/2016 às 15h08Atualizada em 20/09/2016 às 15h08
“Caminhamos para uma situação em que os conhecimentos tradicionais estão sendo desrespeitados. É preciso fazer um reconhecimento do importante papel que eles desempenham, não só identificando determinados princípios, mas também usando plantas e animais para processos de cura e cosméticos, fazendo a distribuição espacial de muitas espécies, e o manejo”, critica Bensusan.
Nobre reconhece as dificuldades. “É difícil essa articulação do que realmente retorna para os povos da floresta quando o conhecimento deles é apropriado e se torna um produto no mercado. Mas a Lei da Biodiversidade está aí para ser testada”, diz o cientista, fazendo referência à legislação aprovada em 2015, que prevê pagamento às comunidades indígenas por parte da indústria.
É por isso que a revolução impulsionada pela Amazônia tem que ser inclusiva, defende Nobre. “E a única maneira de isso acontecer é pela qualidade da educação. E não dá para eliminar o governo: é ele que tem que garantir capacitação profissional e pesquisa básica. A revolução vai acontecer, queremos que ela traga o melhor impacto e benefício para a floresta e quem vive dela”, finaliza.
Fonte: Deutsche Welle
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