Sem que ninguém pudesse fazer alguma coisa, correu para a amurada do navio “Marpinto” em que viajávamos, e que singrava o rio Amazonas a aproximadamente uns quarenta metros da margem, e se atirou na água num trecho acima de Óbidos. Por muita sorte não morreu afogado, pois um ribeirinho que do seu porto, observava ao lado de uma fogueira o navio passar, e vendo aquela situação estranha, pegou sua “bajara”, indo ao encontro do quase suicida, o qual o agarrou pelos cabelos e puxou até a margem salvando-lhe a vida. O navio sob o comando do Sr. Ambrósio, voltou e resgatou o rapaz desacordado, que depois despertou com febre alta, não falando “coisa com coisa” evocando a figura de botos... Teve de ser imobilizado em sua rede até Porto Trombetas, pois queria se atirar novamente no rio, onde foi internado no Hospital para observação e enviado no outro dia à Santarém para tratamento. Semanas depois retornou ao seu trabalho dizendo que não se lembrava de nada... Quem explica isso!?
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