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Mistérios da Amazônia: “Os espíritos dos cemitérios indígenas”

Mistérios da Amazônia: “Os espíritos dos cemitérios indígenas”

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
18/08/2013 às 20h22 Atualizada em 18/08/2013 às 20h28
 Mistérios da Amazônia: “Os espíritos dos cemitérios indígenas”

Narrando sua experiência nessa viagem, contou que foi sua pior noite já vivida ao longo de seu trabalho naquela região, pois quando a escuridão caiu definitivamente, só se ouvia ruídos de miados e esturros assustadores de animais de hábitos noturnos não sabendo se vinham da mata próxima ou do rio. Sozinho em sua barraca não conseguiu dormir com “algo sobrenatural” que tentava lhe esganar em seu colchonete. Não conseguia se mover para se levantar nem gritar para seus colegas, se sentia como que paralisado, sua mente raciocinava, mas o corpo não respondia. Aquela sensação aterradora dava-lhe uma folga, pensava que tudo ia ficar bem, mas logo recomeçava aquele pesadelo de novo, chegou até a pegar uma arma, mas nada podia fazer com ela. Isso durou a noite toda não o deixando dormir direito.

Ao amanhecer, com vergonha de ser chamado de medroso pelos colegas não comentou nada, tomaram café, desarmaram as barracas, embarcaram e saíram, quando a “voadeira” deu a volta naquela ponta de praia, ele viu grandes pedras e uma gruta, rodeadas de plantas estranhas, todas floridas. Pediu ao barqueiro e guia que aportasse para que ele colhesse algumas flores e mudas que achou interessante a fim de levar para sua esposa plantar em seu jardim.

Foi quando curiosamente perguntou ao guia o porquê daquele pequeno lugar ser estranho e diferente da vegetação ao redor; então foi informado pelo guia que aquele lugar que pernoitaram e onde tinha as flores, era na realidade as ruínas de um “cemitério indígena” abandonado. Ficou apavorado, jogou as flores e as mudas na água, se benzeu e pediu que saíssem o mais rápido possível daquele lugar assustador, só então contou o ocorrido da noite anterior para risos de uns e espanto de outros colegas, prometendo que nunca mais voltaria ali nem que fosse para colher diamantes...

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